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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Curiosidades da Austrália (Parte 12): Multas por Não Usar o Cinto, Comércio que Fecha Cedo e mais...

No post número 12 da série de posts sobre "Curiosidades da Austrália" (para ver os posts anteriores clique AQUI), falo sobre as multas pra quem não usa cinto de segurança, as restrições na hora de doar sangue, o estranho horário de funcionamento do comércio e o som da linha de telefone. Vamos lá:

- Quando o assunto é a falta do cinto de segurança, cada estado australiano tem sua própria lei com relação ao valor das multas, número de pontos na carteira e outros detalhes, mas uma coisa é comum no país todo: o motorista recebe uma multa por passageiro sem cinto e cada passageiro sem cinto recebe sua própria multa!

Exemplo pro estado de NSW, que é onde moramos: se eu estiver dirigindo com 3 passageiros e nós 4 estivermos sem cinto, eu vou levar uma multa de $1314 e cada um dos 3 passageiros levará uma multa individual de $311. A tabela de valores exatos e pontos na carteira pra NSW está AQUI, mas se você quer saber sobre qualquer outro estado é só pesquisar no Google por "seat belt fine <nome do estado>".

- Sérias restrições podem se aplicar na hora de doar sangue, dependendo de onde você nasceu ou esteve recentemente. Nós brasileiros, por exemplo, nunca poderemos doar sangue aqui por causa da Doença de Chagas (podemos doar só o plasma). Qualquer australiano que visite o Brasil precisa fazer um exame de Malária antes de poder doar, sem contar algumas restrições mais específicas relativas à Raiva e à Esquistossomose. Nesse link AQUI dá pra ver certinho quais as restrições pra cada país.

- Aqui os estabelecimentos comerciais em geral fecham cedo, inclusive os Shopping Centers, que no máximo às 6 da tarde (!!!) já estão com as portas fechadas. A única exceção são as Quintas-feiras, nas quais os Shoppings estendem suas horas de funcionamento até as 9pm. Aquela coisa de ir ao Shopping Sábado ou Domingo à noite, tão comum no Brasil, não existe por aqui, a não ser que seja pra ir ao cinema - a única coisa aberta em um Shopping no fim de semana à noite, já que nem as praças de alimentação ficam abertas.

Outra coisa curiosa são as cozinhas dos restaurantes, pubs e bares, que, salvo nas redes de fast-food e algumas outras exceções aqui e ali, fecham às 9 ou 10 da noite. Exato: se você quiser ir a uma pizzaria num Sábado às 10 da noite vai ter uma enorme dificuldade pra achar alguma em que a cozinha ainda esteja aberta.

Mas a grande pérola são as drogarias: a grande maioria fecha às 6pm e as poucas exceções fecham às 10pm - ou seja, pode-se dizer que aqui as Drogarias 24 horas fecham às 10! HAHAHA :-D. Lembre-se de que tudo isso acontece aqui em Sydney, a maior cidade do país - nas menores é ainda pior!

- Por fim, uma curiosidade completamente irrelevante, mas que não deixa de ser uma curiosidade: o som da linha de telefone aqui é diferente daquele com que estamos acostumados no Brasil. O videozinho abaixo mostra uma sequência de sons (os mais interessantes pra gente são os de "linha", em 0:06, de telefone "chamando", em 0:14, e de telefone ocupado, em 0:49):




terça-feira, 3 de abril de 2012

Melhores Países pra se Viver

Post rápido que eu achei perdido em meus rascunhos antigos: em Novembro de 2011 a ONU publicou o mais recente ranking de países em termos de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), e a Austrália é o SEGUNDO país da lista, perdendo apenas pra Noruega (veja AQUI).

Muitos países ocupam posições já "esperadas": Estados Unidos, Nova Zelândia, Canadá, Suécia, Irlanda, Holanda e Alemanha estão entre os dez primeiros. Algumas suspresas (pra mim) foram o Reino Unido, em 28o., atrás de países como Singapura, Hong Kong, Israel e Coréia do Sul, e o Qatar, em 37o, na frente de países como Hungria, Portugal, Romênia e Bulgária.

E o nosso querido Brasil? Em 85o, lá embaixo. O que isso significa? Que um cidadão que mora, por exemplo, na Jamaica, Azerbaijão, Líbano, Albânia, Casaquistão, Kuwait, Arábia Saudita ou até mesmo em Cuba tem maiores chances de ter uma qualidade de vida melhor que a sua. 

Assustador, não? Tá lá no ranking, é só conferir.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Um ano de Austrália!

Hoje faz exatamente um ano que desembarcamos em Sydney. Desde então, muita coisa aconteceu. Bin Laden foi encontrado e morto, Amy Winehouse e Whitney Houston sucumbiram aos seus vícios, Sandy foi a Devassa da Schin, Pallocci caiu pela segunda vez, um norueguês retardado matou 70 pessoas em Oslo, Príncipe William e Kate Middleton se casaram, Tiririca entrou para a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados... e a gente viveu o ano mais intenso de nossas vidas.

Em 22 de Fevereiro de 2011, em torno das 3 da tarde, estávamos deixando o Aeroporto Internacional de Sydney rumo ao incerto. Aquela mistura de sentimentos contrastantes, que ainda permaneceria por alguns meses, é algo que marca: empolgação, medo, curiosidade, insegurança, deslumbramento.

Foi um projeto de um ano e meio, que envolveu uma grana considerável (visto, exame de inglês, exames médicos, traduções e cópias de documentos, passagens aéreas, dinheiro pra se manter no início até arrumar emprego...) e muito suor (estudos de inglês, certificações pra inflar o currículo, entrevistas de madrugada por Skype algumas semanas antes de vir...). Tudo planejado nos mínimos detalhes, como sempre.

Felizmente, as coisas correram conforme o esperado e a gente colheu tudo aquilo que plantou. Quando se faz algo com planejamento, paciência e foco, não tem como dar errado. Em menos de 24 horas eu já tava empregado - até onde sei, foi um recorde! -, em menos de 15 dias conseguimos um apê e daí pra frente as coisas foram se ajeitando cada vez mais.

Foi um ano e tanto: conseguir emprego, alugar apê, mudança de emprego, aplicar pro visto da Mi, comprar carro, tirar a driver's licence, mudança de apê, visita de amigos, virada de ano com a família... Enquanto isso, a Mi teve que fazer curso de inglês, ir pro Brasil pro casamento do irmão, procurar trabalho, aprender a cozinhar e cuidar da casa... E hoje, exatamente 365 dias depois, podemos dizer que já concluímos nossa fase de adaptação: temos turmas de amigos, nosso inglês tá cada vez melhor, a Mi tá com quase todos os dias preenchidos como nanny em diferentes famílias, temos nosso carro, moramos super bem, eu tenho meu futebolzinho semanal, a Mi tem as aulas de ballet semanais dela e os fins de semana são sempre cheios de coisa pra fazer.

Não foi tudo um mar de rosas. Tivemos problemas, obviamente. Teve o teste como kitchenhand que a Mi fez no começo da busca por emprego e ficou traumatizada, chegou até a desanimar de procurar trabalho. Teve o episódio da multa e da suspensão da minha learner's licence, quando a polícia me pegou dirigindo sem habilitação e eu tive que recorrer à corte pra explicar que eu não sabia que não podia dirigir usando a CNH do Brasil (três meses se passaram nesse rolo todo, e eu fiquei sem poder dirigir durante esse tempo todo). Teve a mudança de apê, na qual quebramos o contrato de aluguel do local onde estávamos e, por conta disso, tivemos alguns problemas. Teve a batida do carro no fim do ano, que causou um puta prejuízo e dor de cabeça, já que atrasou o licenciamento e acabou custando mais uma multa, dessa vez por andarmos com o carro não licenciado.

Mas no fim das contas as nossas conquistas foram infinitamente maiores que esses problemas, sem contar que cada um desses incidentes acabou tendo um lado positivo, por mais difícil que seja de acreditar. Aliás, tudo na vida é assim, depende apenas de como você olha pra cada coisa que acontece.

Morar fora é uma experiência incrível, que proporciona um crescimento pessoal incomparável. Meus três meses em Shanghai já foram marcantes, mas um ano inteiro é outra história. Como vamos comemorar essa data? Comendo um autêntico rodízio brasileiro na melhor churrascaria brazuca de Sydney. A gente merece!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Vida Cultural em Sydney

Sydney é disparada a melhor cidade australiana quando o assunto é vida cultural. Há umas semanas salvei esse texto do blog do Pablo (pablitoaustralia.com) pra publicar por aqui:

"Para terem uma ideia, em Sydney e arredores, hoje tem show do Misfits, amanhã do Eminem, depois de amanhã do Elton John, na terça do Mudhoney, quinta do Foo Fighters e sexta da Sade.

E olha que o verão mal começou.

De hoje até a Páscoa, a quantidade de bandas e festivais por essas bandas é gigantesca, com opções para todos os gostos.

No reveillon, por exemplo, tem Pet Shop Boys, Jamiroquai e Culture Club na mesma festa.

No primeiro sábado de 2012, 7 de janeiro, começa o Sydney Festival, que em sua noite de abertura, quando tudo é grátis, traz The Jolly Boys, lendas jamaicanas ao vivo na Elizabeth Street, além de várias outras atrações.

Na semana seguinte, no mesmo festival, Mike Patton, do Faith No More, apresenta seu projeto Mondo Cane no Domain, cantando em italiano.

Outro festival tradicional de janeiro é o Big Day Out, que reunirá nomes como o mala do Oasis Noel Gallagher, Soundgarden e o tal do Kanye West, que também farão apresentações solo.

Ainda em janeiro, Max e Igor (ex-Sepultura) trazem o Cavalera Conspiracy pela primeira vez para a Austrália."

Essa é a parte do texto relativa a Sydney. Depois disso o Pablo fala do festival Soundwave, que passa pelas principais cidades do país, da Formula 1 em Melbourne e do Byron Bay Blues Festival. E é só. Ou seja: Sydney vai ter TUDO isso aí em cima e o resto do país vai ficar com a Formula 1, o Byron Bay Festival e o festival Soundwave - que também vai passar por Sydney, diga-se de passagem. Por essas e outras que pelo menos por enquanto eu não troco Sydney por nada.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Zé Pequeno Australiano

Cada figura que me aparece... com vocês, o "Zé Pequeno Australiano", no Opera Bar:


E teve até o "PO**A!" no final...

UPDATE: Teve gente que me perguntou se eu que ensinei ele a falar só pra fazer o vídeo. Na verdade a gente tava pedindo cerveja no balcão, ele ouviu a gente conversando em português e veio mostrar suas habilidades tupiniquins. Depois ele explicou que namora uma brasileira, por isso sabe o básico do nosso idioma.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Supermercados na Austrália

A Austrália tem duas grandes redes de supermercados: o Coles e o WoolWorths. São duas companhias extremamente grandes que agregam ao básico de um supermercado serviços como postos de combustíveis e lanchonetes e, ainda mais interessante, têm suas próprias linhas de produtos nos mais variados setores: alimentação, limpeza, higiene pessoal...

Os produtos do Coles e do Woolies (como é popularmente chamado o Woolworths) são sempre mais baratos e têm a mesma qualidade. Claro que há algumas exceções em que o barato sai caro, como por exemplo o achocolatado do Coles, que é doce demais, e a imitação do Tim Tam, que obviamente não chegou nem perto do original. Mas salvo raras exceções, todos os produtos fabricados pelas redes têm um ótimo custo-benefício.

É fácil encontrar os produtos Home Brand, como são chamados esses "genéricos": eles possuem embalagens brancas e simples, o que obviamente diminui o custo de fabricação, e não passam despercebidos em meio aos outros produtos.

Além dessa vantagem, o Coles e o Woolies têm sempre promoções muito boas (do tipo leve 3 pague 2) e vivem fazendo campanhas. Atualmente se você fizer uma compra acima de um determinado valor (20 dólares, se não me engano) em qualquer um deles você ganha um voucher que dá 4 centavos de desconto por litro de LPG (gás combustível, que no Brasil a gente chama de GNV). Um dia desses preenchi um Survey online do Coles que me deu um desconto de 5 dólares na minha próxima compra e me pôs em um sorteio de 1000 dólares em compras. São promoções e descontos pequenos, mas que se somados ao longo de um ano totalizam um bom dinheiro. Além disso, são formas de fidelizar os clientes - nós dificilmente compramos em qualquer lugar que não seja o Coles ou o Woolies.


Produtos Home Brand, mais baratos e com a mesma qualidade

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Como é ser artista de rua em Sydney

Esse post bem que poderia ser uma continuação do post que fiz chamado "O Show de Truman", porque é mais uma daquelas coisas que é difícil acreditar que é verdade.

Nos túneis dos metrôs do centro de Sydney tem bastantes músicos de rua, que sacam seu instrumento (tem de tudo, desde os mais básicos como violão e guitarra até alguns não tão comuns como harpa, violino e saxofone), estendem um pano no chão prá arrecadar moedas do povo e põem o talento à mostra.

Eu, como músico, naturalmente reparo na qualidade musical dessa negada e já vi muita gente boa, mas boa mesmo, com muito talento. Mas o senhor Joseph Trueman, que é o motivo desse post, é um caso à parte. É verdade que o cara chama atenção pelo vozeirão rouco e pela influência blues no jeito de cantar, mas tchan da coisa mesmo são os "apetrechos" dele.

A primeira vez que me dei conta estava na correria e achei que talvez tivesse me enganado, aí cheguei em casa e comentei com a Mi e ela me confirmou que também tinha visto: o cara tava cantando lendo as letras das músicas num IPAD!!! Tá aí a foto prá comprovar:



Claro que comecei a trocar ideia com ele. O cara é gente finíssima, ficou todo empolgado quando eu falei que também era músico e até me convidou prá tocar com ele qualquer dia... hehehe... Na despedida, outra surpresa: O CARA TEM CARTÃO DE VISITAS!!! Olha isso:

"Joseph Trueman, Professional Entertainer"... hauhauhauhauhauhauah

Então é isso: um músico de rua, tocando violão e cantando no túnel de um metrô, com um paninho no chão cheio de moedas, lendo as letras das músicas num Ipad e com cartão de visitas.

Depois dessa, acho que vou pedir demissão e me juntar a ele. Logo logo vou estar com iPad e cartão de visitas. :-)

domingo, 22 de maio de 2011

Três meses de Austrália

- 22 de Fevereiro de 2011, aeroporto internacional de Sydney, 2 da tarde: eu e Mi desembarcávamos em Sydney com um visto de trabalho e algumas entrevistas marcadas. E só.

- 22 de Maio de 2011, "nossa" casa (o apê é alugado, mas a casa no sentido de LAR é nossa... hehehe), meio-dia: Mi tá tomando banho e eu tô na frente do micro escrevendo esse post.

Três meses se passaram e as coisas correram muito melhor do que o esperado. Antes de vir eu tava preparado psicologica e financeiramente prá passar até três meses sem emprego, só fazendo entrevistas e correndo atrás. Depois disso eu tava esperando que iria levar até um mês prá achar um lugar bacana prá alugar. Tudo isso sem contar a adaptação à nova vida, que eu não tinha nem noção de quanto tempo poderia levar.


O que aconteceu foi bem diferente do planejado: arrumei emprego em menos de 24 horas (aqui eu contei como foi), alugamos nosso apê em 2 semanas e estamos completamente adaptados à vida em Sydney, sem contar que já tô no meu segundo trampo e tirando de letra o fato de ser um imigrante trabalhando em uma empresa local. Sem sombra de dúvida foram os 3 meses mais intensos das nossas vidas. Falo isso por mim e também pela Mi, que já me disse isso várias vezes. Meus 3 meses em Shanghai foram assim também, mas lá eu já tava numa puta mordomia, com tudo garantido: fui trabalhar pela empresa, que pagou hotel, alimentação, transporte e todo o resto. Aqui a coisa foi diferente: chegamos só com o visto na mão e a cara-de-pau (essa tá sempre junto... hehehe), então é tudo muito diferente e intenso.

Alguns dias antes de embarcar eu fiz esse post, listando as coisas das quais eu imaginava que iria sentir saudades e as que não fariam falta. Analisando essa lista três meses depois, posso dizer o seguinte:

- Família e amigos fazem muita falta, mas isso não precisa nem falar. --> FAZ MUITA FALTA

- Churrascos que duram o dia inteiro, chopp Brahma Black e arroz feijão da minha mãe fazem falta, mas não é tão complicado assim: conforme a turma de amigos for crescendo os churras vão começar a surgir; aqui tem uma cervejinha animal chamada Tooheys Old que substitui o Brahma Black à altura; e o arroz feijão da Dona Silvana faz falta, mas a gente come muito bem por aqui. --> FAZ FALTA, MAS NEM TANTO

- Pânico na TV, ver jogos do São Paulo e zoar corinthianos praticamente não fazem falta. Aqui as prioridades são outras e a gente acaba se desligando um pouco desse tipo de coisa. E os corinthianos a gente sempre pode zoar pelo Facebook, que já tá de bom tamanho. --> NÃO FAZ FALTA

- Tocar. Tá aí uma coisa que imaginei que ia ser de boa, mas faz MUITA falta. Preciso comprar um violão urgente!!! Já cheguei a sonhar que tava tocando piano e cantando num bar de Bariri onde sempre tocava. O pior é saber que só vou voltar a tocar piano quando voltar pro Brasil, porque comprar um teclado aqui é algo que não vou fazer, o foco aqui é outro. É foda. --> FAZ MUITA FALTA

- Bater uma bolinha é um item em que eu não pensei três meses atrás mas que vou adicionar agora à lista das coisas que fazem falta. No Brasil eu praticava três esportes: corrida, musculação e futebol. Musculação e corrida tô fazendo aqui, mas futebol ainda não joguei nesses três meses porque sem carro fica foda, então tá rolando uma certa abstinência... hehehe --> FAZ MUITA FALTA

Sobre as coisas que eu disse que não iriam fazer falta nenhuma, acertei em cheio (não precisava ser muito esperto): não sinto falta da violência, do trânsito caótico, da corrupção, do PT etc etc etc.


EM RESUMO: nesses 3 meses de Austrália, além do óbvio (família e amigos), tô sentindo falta de tocar e de jogar futebol. E só!!!

Tá bom demais prá quem veio começar uma vida do zero do outro lado mundo. Isso é mais uma prova de que o que sempre levo comigo tá certo: na vida a gente tem que sempre arriscar, deixar a preguiça de lado, ser cara-de-pau e plantar sempre coisas boas ao invés de reclamar de tudo e se acomodar às circunstâncias. O NÃO a gente já tem. Por que não arriscar? Vai que conseguimos um SIM...

E QUE VENHAM OS PRÓXIMOS TRÊS MESES!!! :-)

domingo, 1 de maio de 2011

O Show de Truman

O Show de Truman é um filme muito massa de 1998 em que o Jim Carrey, o protagonista, faz o papel de um homem que vive em um reality show sem saber. Ele é o centro do programa e tudo à sua volta é encenado: sua família, seus amigos, a cidade em que ele vive, tudo é perfeitamente coordenado de modo que ele não descubra o que está se passando e ache que aquilo é a vida real. Sua vida toda foi assim e o programa é um sucesso de audiência no mundo todo.

Como tudo é montado e encenado, as coisas são todas "perfeitinhas": o trânsito é tranquilo, as pessoas são amáveis, respeitosas, educadas e estão sempre sorrindo, o céu está sempre azul, não há violência, não há brigas, não há corrupção, a cidade é cheia de verde e de pássaros cantando por todo o canto.

Nesse pouco tempo em que estamos aqui em Sydney não foram poucas as vezes em que eu e a Mi comentamos que parecia que estávamos vivendo no show de Truman. Claro que é exagero, já que Sydney é uma cidade muito grande e, como tal, obviamente tem lá suas mazelas: mendigos no centro, assaltos em bairros afastados, brigas entre comunidades por motivos étnicos, várias pichações espalhadas pelos prédios da cidade, assassinatos, acidentes de trânsito... Mas tudo em pequena quantidade. Tem também a velha história do sistema de transporte público, que não é ruim, mas poderia ser bem melhor considerando-se a importância da cidade e a quantidade de dinheiro arrecadada diariamente. Mas é só.

A cidade é limpa e organizada, com ruas bem sinalizadas e sempre limpas, e a maioria dos cruzamentos é acessível para portadores de deficiência.

 Cruzamento com acesso para cadeirantes


Não há poluição alguma, o céu está sempre azul ou nublado. Parece o céu de Bariri, minha cidade natal, de 30 mil habitantes, interior de São Paulo. Dá prá ver o sol, a lua, as nuvens, as estrelas... Bem diferente de São Paulo.
 
Ruas limpas, céu azul...


Há parques aonde quer que se vá, todos extremamente bem conservados, cheios de verde e de pássaros. Alguns são absurdamente grandes, como é o caso do Royal Botanic Garden, que tem uma área total de 30 hectares, ou seja, TREZENTOS MIL METROS QUADRADOS. Nele tem até uma pequena horta com um espantalho - quanto tempo isso duraria em São Paulo sem ser depredado? Num outro parque, o Sydney Park, tem uma pistinha prá criançada andar de bicibleta, patins etc. Até aí nada de novo... mas o interessante é que a pistinha é toda sinalizada, exatamente como se fossem ruas reais, prá criançada já aprender como o trânsito funciona. Tem até semáforo!

E os semáforos funcionam, se clicar na imagem prá abrir em tamanho real dá prá ver


As pessoas são solícitas, estão sempre prontas prá ajudar e não economizam sorrisos. É só parar numa estação de metrô prá olhar os mapas que aparece gente perguntando se você tá perdido, se precisa de ajuda e tals. Uma noite a gente ficou desacreditado: eram umas 8 da noite e a gente tinha descido do trem numa estação bem vazia, íamos ver uma máquina de lavar usada prá comprar. Entramos na rua errada, pedimos ajuda prá uma moça, a única pessoa na rua além da gente, e ela falou que não sabia onde era o lugar que procurávamos mas pegou o celular na hora e foi ver no GPS prá tentar ajudar! Ficamos uns 3 minutos olhando os mapas no celular dela! Ela tava SOZINHA, ajudando um casal de DESCONHECIDOS às 8 da noite em uma RUA VAZIA E ESCURA!

Mas não parou por aí. Pelo GPS dela vimos que a gente tava na direção errada, aí voltamos pro outro lado e perguntamos prá um carinha se ele sabia onde era a tal rua, ela falou que não conhecia. Demos a conversa por encerrada e continuamos andando de boa. Meio minuto depois ele gritou de longe prá gente: "É ESSA AQUI!" Ele tinha ido ver no celular e gritou prá confirmar prá gente que estávamos no lugar certo! Na hora eu e a Mi olhamos um pro outro e comentamos: "Show de Truman!"... hauhauhauhahuahua

A cidade é extremamente segura. Há assaltos, há brigas, há bêbados, há assassinatos, há acidentes de trânsito, afinal é uma cidade com 4 milhões de habitantes. Enfim... há violência, como em qualquer grande cidade do planeta, mas é mínima e na esmagadora maioria dos casos é nos bairros mais afastados. Sem contar que não é preciso fechar o vidro do carro ao parar no semáforo, mesmo que seja madrugada, e isso já é fantástico.

O trânsito é tranquilo, não tem congestionamentos colossais como os de São Paulo. Nos horários de rush é claro que o trânsito flui um pouco mais lento, mas nada fora do normal. Os motoristas em geral são educados e pacientes: não ficam buzinando o tempo todo, xingando e mandando-se um ao outro para a pqp. Também dão lugar se você dá seta prá mudar de faixa. Parece pouco, mas já é beeeeeem diferente de São Paulo. Resumindo: salvo raras exceções, ninguém se sente mais poderoso e se acha o Stallone quando assume o volante.

No nosso caminho pro centro (eu pro trabalho e a Mi pro curso de inglês) a gente vai de esteira rolante (pública) e não precisa enfrentar a forte subida que leva até a estação de trem. Leva uns 4 minutos prá vencer 700 metros de subida e tudo o que a gente precisa fazer é subir na esteira e ficar parado. Fiz um videozinho de lá numa quinta à noite, às 22:30:

É ou não é coisa do Show de Truman?


E tem uma coisa que, prá mim, é o mais importante de tudo e que faz toda a diferença quando comparamos a Austrália com o Brasil: o índice de corrupção aqui é um dos mais baixos do mundo segundo a Nation Master: nono lugar, com nota 8,8 (de 0 a 10). O nosso querido Brasil está na 62a posição, com nota 3,7, pior que países como Namíbia, Colômbia, Kuwait e Trinidad e Tobago. No meu ponto de vista, isso, somente isso e mais nada, é o que fez da Austrália "o Brasil que deu certo". Não fosse a corrupção dos nossos queridos políticos brazucas, o Brasil seria como a Austrália, e nada tira isso da minha cabeça.

Sydney não é perfeita como o Show de Truman, mas é o lugar mais próximo dele que já vi. Talvez quando eu conhecer o Canadá ou a Suécia mude de ideia, mas por enquanto Sydney é o "meu" Show de Truman.

Ah, e prá quem não assistiu o filme, recomendo forte, é obrigatório prá quem curte cinema. :-)

domingo, 3 de abril de 2011

Carne de Canguru é uma delícia!

Só faltava eu vir prá Austrália e não experimentar carne de canguru... Tem gente que diz que gosta, tem gente que diz que é mais ou menos e que não tem gosto, tem gente que diz que odeia. Eu GOSTEI DEMAIS!!!


Não sei se é porque comprei nesse esquema embalado da foto acima, em que a carne é marinada e temperada. Talvez seja isso. Enfim, o que importa é que é bom demais da conta! Carne macia, tão mole quanto filé mignon (sem exagero, é assim mesmo). O sabor lembra muito o de linguiça calabresa feita na churrasqueira, mas não tem gordura nenhuma e não é tão forte quanto o da linguiça.


Peguei o pedaço da foto acima, cortei em pedaços, salguei e grelhei na frigideira, com uma gotinha bem pequena de óleo só prá carne não grudar. O resultado foi esse:



Limpei o prato:


 Fica aqui minha recomendação: quem vier prá cá ou estiver por aqui, não deixe de experimentar. É bom demais.

domingo, 20 de março de 2011

Terraço de casa num sábado à noite de muito calor...

Post atrasado (aconteceu dia 12/03/2011) prá mostrar a vista noturna 180 graus que temos do terraço de nossa casa...

 Começando da direita, da prá ver o pub da esquina (falo dele mais prá baixo)...

...um pouco mais prá esquerda dá prá ver alguns prédios do centro de Sydney...

 ...bem à nossa frente tem a Sydney Tower e a St Mary's Cathedral...

...mais prá esquerda dá prá ver mais alguns prédios do centro de Sydney...

...e na esquerda tem alguns prédios comerciais e um shopping, o Westfield

Moramos em Woolloomooloo, do ladinho do centro de Sydney. É o bairro onde o Russell Crowe mora (só clicar no nome dele que leva pra página dele na Wikipedia, lá explica certinho isso). O bom de morar perto do centro é que tem tudo perto (supermercados, drogarias, conveniências...), inclusive aquela churrascaria brasileira animal de que falei AQUI. Em frente de casa tem uma pizzaria italiana deliciosa e na esquina tem um pub massa com mais de 10 tipos de cerveja, tanto australianas quanto europeias.

Fiz um vídeo mostrando a vista:




sábado, 19 de março de 2011

Os Dois de Molho em Pleno Sábado...

Sabadão à tarde em Sydney, todo mundo se preparando prá curtir a vida noturna da cidade, a gente tem festa de aniversário num barzinho prá ir à noite... mas estamos de molho. OS DOIS.

Eu tava com a garganta meio dolorida fazia uns dias e hoje acordei com um pouco de febre. Minha rinite é foda, todo ano é a mesma coisa quando começa a esfriar, em Março.

A Mi, exímia dona-de-casa que é, se queimou com uma colher de plástico e tem que ficar com o dedo na água gelada o tempo todo senão não aguenta de dor. Ficaram até pedacinhos da colher na mão dela, tadinha... dela e da colher... hahaha

As marquinhas pretas são da colher...

Olha o estrago que fez na colher... tadinha (da colher)... kkkkk


UPDATE: Já é domingo à tarde e estou fazendo esse update prá mostrar a bolha ficou no dedo da Mi: