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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Golpe do Visto: Sem Emprego, Sem Visto, Sem Reembolso e Ameaçado de Morte!

Esse é um post que, como imigrante com visto de residência, me sinto na obrigação de escrever: infelizmente tem gente se aproveitando da empolgação - aliada à inocência e à falta de informação - de algumas pessoas que têm (ou, nesse caso, tinham) o sonho de construir uma carreira na Austrália pra dar um golpe daqueles.

Imagina o seguinte: você começa a pesquisar sobre carreira na Austrália e descobre que o melhor caminho é o visto de residência, mas que pra isso tem que fazer o IELTS, reconhecer o diploma, investir uns bons milhares de dólares, fazer os exames médicos e, acima de tudo, ter muita paciência, já que o processo todo do visto quase sempre leva mais de um ano. Aí você acha uma empresa de Singapura (sem comentários) te dizendo que é só você pagar uma determinada quantia que eles te providenciam, em algumas semanas, uma vaga no mercado de trabalho australiano e um visto de trabalho australiano.

Pode isso, Arnaldo? Tá na cara que tem algo errado, mas você, cego pela empolgação e pela sensação de que descobriu um "puta esquema" e vai se dar melhor que todos os "manés que fizeram todo o processo do visto de residência", manda a grana pros caras. Muito bom, campeão.

Eddie Kang, o homem por trás do golpe
As semanas passam e você não tem mais retorno deles. Ninguém mais responde seus emails, os telefones não existem, você começa a ficar preocupado e só quer saber de recuperar a grana que mandou pros caras. Quando você manda um email pedindo reembolso, recebe uma ameaça de morte. É... pelo jeito o "puta esquema" é na verdade uma "puta barca furada": nada de visto, nada de emprego, nada de reembolso e, como cereja do bolo, uma ameaça de morte.

Essa história aconteceu com cerca de 40 pessoas, que por fim resolveram se unir e ir a público contra a tal empresa de Singapura. As quantias pagas por cada vítima foram de, na média, 20 mil dólares, com alguns casos chegando a 45 mil!!!

Eu já falei 34.534.980.974 vezes aqui no blog sobre a importância de se usar um bom agente imigratório que seja registrado no MARA (Migration Agents Registration Authority). Também já falei outras 73.666.958.987 vezes que não existem atalhos nem fórmulas mágicas: tem que largar mão de preguiça, matar no peito e encarar o processo do visto de residência do início ao fim.

Pra quem quiser saber mais, seguem alguns links com reportagens sobre o golpe:


sábado, 11 de janeiro de 2014

Curiosidades da Austrália (Parte 11): Caixas Eletrônicos, Bottle Shops Drive Thru e mais...

Mais um post rapidinho da série com curiosidades da Austrália (para ver todos os outros posts da série clique AQUI).

- Alguns caixas eletrônicos têm algumas funcionalidades bem interessantes na hora de fazer depósitos, como contar notas e ler cheques, pra conferir se o valor sendo depositado bate com o valor digitado. Isso evita a necessidade de um processo manual de conferência, como acontece no Brasil.

- Aqui existem "Bottle Shops Drive Thru". Bottle Shop é um estabelecimento especializado em bebidas alcóolicas, principalmente cerveja e vinho, e tem aos montes por aqui. O interessante é que alguns são Drive Thru, no mesmo estilo McDonald's ou Habib's: você entra de carro, pede o que quer (ou então desce do carro e vai na prateleira pegar), paga e vai embora. Bem prático e conveniente.

- O australiano dorme cedo: a janta é normalmente lá pelas 6 ou 7, às 8 a criançada já tá na cama e os adultos não vão além das 10. Claro que cada caso é um caso, mas tradicionalmente esse é o costume.

- Por fim, uma foto que não é bem curiosidade em si, mas é interessante pra fechar o post: um mapa mundi com a Austrália no centro.

Até a próxima!


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Post Especial de Fim de Ano: Valeu a Pena?

O especial de fim de ano do blog é sempre sobre algum lugar top que visitamos, mas esse ano vou fazer algo diferente. Participo de uma lista de emails de brasileiros que trabalham com TI na Austrália (ou, em alguns casos, que ainda moram no Brasil mas estão correndo atrás do sonho) e, na metade de Julho, um dos participantes enviou o seguinte email ao grupo:

Galera, eu ainda estou no Brasil, mas gostaria de saber a opinião de quem já está na austrália. Valeu a pena todo investimento de tempo, dinheiro, mudanças na vida, mudanças na cultura e viver longe da família para realizar esse desafio de ir morar na austrália? Como vocês acham que suas vidas estariam se estivessem no Brasil?

É claro que todo mundo tinha algo a dizer, o que resultou em uma infinidade de respostas e acabou se tornando a thread de emails mais produtiva da história do grupo. Resolvi então fazer uma compilação das respostas mais interessantes, pertinentes e curiosas pra postar por aqui e o resultado acabou ficando interessantíssimo. Não fiz nenhuma análise ou conclusão, apenas uma compilação de respostas, mas garanto que vale a pena ler. Confiram!

(Obs: o admin da lista de emails me autorizou postar esse conteúdo sob a condição de que eu não divulgasse a lista e nem os nomes dos autores das respostas, portanto infelizmente não vou poder ajudar quem me escrever pedindo informações sobre ou querendo participar da lista de emails, fico devendo essa)


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Pra mim valeu e ainda vale muito a pena. Foi o segundo melhor investimento da minha vida, depois de ter um diploma em IT.

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Vivenciar essas mudanças na vida, cultura e passar por esse desafio é algo fantástico! Com certeza suas experiências trarão consequências para o resto de sua vida. Eu tenho uma opinião que se todos os brasileiros pudessem viver fora do Brasil, por menor tempo que seja, o Brasil poderia estar caminhando para uma direção melhor. Você vai expandir a sua mente, vai lidar melhor com diferenças, vai mudar conceitos, vai enxergar melhor!

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Muito já foi dito mas realmente só vale a pena se você valer a pena. Desde que você venha de mente aperta e preparado pros desafios com certeza valera a pena. Você vivera experiências que não terá no Brasil. O que não pode, eu isso eu vi de perto com um amigo meu, e ir morar fora mas com a cabeça e o pensamento lá no Brasil. Fácil não e mas com o tempo e paciência as coisas vão se encaixando. (...) No meu caso valeu muito a pena, a melhor decisão que eu já tomei, porem com eu disse, eu fiz valer a pena. O Malcolm X uma vez disse “Sitting at the table doesn’t make you a diner...”...e bem por ai!

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Tudo vai depender de como vc lida com os problemas e do quão é importante pra vc realizar esse sonho de morar fora. Estar longe de familia, amigos e sua cultura, tem seu preço..... e é alto. O período de adaptação é diferente pra cada um e tb depende das circunstâncias que cada um passa aqui. (...) Pra quem  morava no Rio e se cagava de medo de andar de carro, a pé, ônibus, etc... poder pegar busão e não se preocupar em perder seu iphone pra mim já valeu ter vindo! Fora todo o retorno que vc tem, como hospitais públicos, educação pública, ruas limpas e sem buracos, etc....

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Acho a resposta pra sua pergunta depende de como vc encara a vida e o que vc valoriza e suas experiências. O que posso dizer é que nem tudo são flores. Existem vários obstáculos e como disse anteriormente dependendo de como vc encara as coisas eles serão mais fáceis ou difíceis de serem superados.

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Pra mim ainda não valeu a pena mas tenho fé q ainda vou olhar pra trás e dizer q foi bom, por enquanto eh melhor nem pensar nisso pra não dar depressão já q gastei muito dinheiro e tempo pra estar aqui... (...) Qdo cheguei aqui achei q seria mais facil aprender ingles e logo estaria no mercado de trabalho, pura ilusao, meu ingles nao era suficiente pra trabalhar, o q eu achava q era... Resumindo...sei q o ingles influencia muito por eu nao ter achado q vale a pena passar por tudo o q passei, se eu tivesse o ingles realmente bom tudo seria diferente.

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Resposta curta : Pra mim valeu a pena sim. (...) Trabalho num lugar bem maneiro, tenho a maldita experiência local, e uma rede de contatos que só cresce, moro num lugar fantástico que tem um parque em frente, onde sempre levamos nosso filho pra brincar, a minha vida é bem mais tranquila do que era no RJ. Posso sair de casa sem medo e parar o carro no sinal que ninguém vai meter um M-16 na minha cara. Sou soccer coach dos pirralhos do meu bairro, sempre consigo ir na escola pra pegar ou levar o meu filho. E o meu filho ??? Esse graças a Deus foi o que menos sofreu no processo, hoje o inglês do muleke é perfeito, como o meu nunca será, ele fala exatamente igual a um nativo, e os nativos não acreditam que ele chegou aki sem inglês. Ele está totalmente inserido na cultura, adora a escola que ele estuda, faz natação e futebol, já viajou mais internacionalmente do que eu.

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Na minha opinião toda experiência é valida! seja ela ruim ou boa. Essa é minha segunda experiência internacional e o que aprendi foi em qualquer lugar do mundo existem coisas boas e coisas ruins mas como bons brasileiros nos damos muito mais atenção as coisas ruins (principalmente relacionadas ao nosso país). Só percebemos quantas coisa boas nos temos ai no Brasil quando vivemos fora.

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Minha resposta é curta pois só cheguei aqui há 3 semanas, mas até agora valeu MUITO a pena... Cheguei aqui sozinho, sem família, e isso tem seu lado positivo e negativo:
- O positivo é que não há ninguém dependendo de mim e posso tomar a decisão que quiser, na hora em que achar melhor e ninguém além de mim será afetado, além do fato de não ter que me preocupar em como a outra pessoa está se sentindo, se não está gostando, enfim...
- O negativo é que tu não é de pedra e quando o calo aperta mais tu não tem ninguém mais próximo pra poder compartilhar e se sentir melhor. Ou seja, tem que aguentar a barra (pelo menos a inicial) sozinho. E o início tem seus momentos de deprê e de desânimo também.

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Comecei o curso de Inglês e só sabia fazer este trajeto de ônibus. Tinha pavor de me perder e não tinha a menor condição de falar com ninguém pra pedir informação. MUITO TÍMIDA, coisa que não sou. Com o passar dos meses comecei a ficar muito mal, achava que estava aprendendo Inglês muito devagar, morria de saudade do meu trabalho e da MINHA FAMÍLIA, nossa chorava, chorava e chorava. Comecei então a falar com outros brasileiros nas comunidades que entrava no Facebook, foi então que conheci uma pessoa que virou uma grande amiga, que me indicou pra trabalhar dando aulas de Português na ABCD. Foi maravilhoso, me senti viva de novo profissionalmente e estou lá até hoje, já faz um ano que estou com eles e adoro. (...) Quando voltei este ano das férias no Brasil , voltei diferente, mais animada, segura e confiante. Terminei mês passado meu curso com louvor e muitos elogios dos meus profesores, pois meu inglês melhorou consideravelmente, e a minha longa experiência me permitiu brilhar nas apresentações, pois amo o que faço. Já consigo atender e conversar pelo telefone, coisa que antes me apavorava, já resolvo várias coisas sozinha, no banco, na RTA, enfim MY LIFE IS BACK rsrsrsrs, e semana que vem espero começar a trabalhar como casual em child care como professora assistente. Já entreguei meus papéis pra recruiter e ela gostou de mim. (...) UMA DICA , NÃO SE ISOLE , POIS O ISOLAMENTO TE CEGA , TRAZ SOLIDÃO E VC NÃO PERMITE QUE PESSOAS TE AJUDEM, SEJA HUMILDE E SE DEDIQUE AO MÁXIMO EM RELAÇÃO AOS SEUS OBJETIVOS, TRACE METAS E DEFINA PRAZOS COM UMA CERTA FLEXIBILIDADE :-)

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Digamos que vc tem uma vida estável, tá relativamente bem empregado, mora bem, viaja de vez em qd, curte a vida e tudo o mais, aí vc separa 20 mil reais que estão guardados e investe em um novo negócio. Esse novo negócio não vai mudar em nada o que vc já tem: vc vai continuar trabalhando 8 horas por dia e exatamente na mesma coisa em que trabalha atualmente, vai continuar morando bem, viajando, curtindo a vida etc etc etc, mas em alguns meses vc vai recuperar esse capital inicial e a partir daí vc terá um considerável dinheiro extra entrando na sua conta todo mês. (...) É exatamente isso o que acontece com a maioria do pessoal de IT que tira o visto de residência e vem pra cá. Pra mim foi by far o investimento com maiores ganhos percentuais que fiz na vida. Aí vc soma todo o resto (aquela "lista infinita" da qual falei no começo do email) e fica ainda mais fácil concluir se valeu a pena ou não. :)

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Repondendo a pergunta original se valeu a pena, esta valendo muito pra mim. Arrependimento tenho apenas um: de nao ter vindo mais cedo pra ca :) Pra fazer valer a pena depende muito de nos. Eh soh mudando mesmo pra saber se vale a pena ou nao.

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A minha história é bem similar a da maioria. Caminho longo, com muita pedra no sapato, muita curtição no caminho e um sentimento de vitória no final.
Sempre foi claro que seria necessário resolver 3 problemas pra me sentir bem aqui:
1. Bancar as contas e ter uma sobra pra fazer o esforço valer a pena financeiramente.
2. Dar uma jeito da esposa se ocupar com algo que gostasse.
3. Fazer um esforço pra sair da zona de conforto e construir uma rede de amigos, mesmo que isto não fosse natural.
(...)
Emprego e dinheiro estão ai fora, só esperando pra quem quiser pegar. É muito fácil competir com os profissionais meia sola que tem por aqui.

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E, pra encerrar, um "resumo" que um dos membros da lista fez ao fim da discussão:

Pra solteiro é mais fácil, mas vários casos comprovam que é possível até mesmo com família.
Pra quem tinha vida boa no Brasil ou mordomia, aqui pode ter second thoughts, dolar custa caro.
Pra quem é muito ligado a família e amigos no Brasil, sente mais o peso da distância.
Pra quem veio aprender e trabalhar com inglês de verdade percebeu que na realidade é mais difícil do que parece. Mas ficando no Brasil é praticamente impossível.
Pra quem tá disposto a correr atrás, o resultado sempre aparece, mas não quer dizer que seja fácil ou rápido.
Pra quem abraçou a vida aqui com tudo, não quer voltar nem fodendo... 


sábado, 20 de julho de 2013

Competitividade Global - Como o Brasil se sai com relação à Austrália?

Só passando rapidão pra deixar o link de um excelente post que o Caio, brotherzão daqui de Sydney, escreveu no blog dele analisando o relatório de 2013 do Fórum Econômico Mundial sobre Competitividade Global.

O foco da análise dele é a comparação Brasil x Austrália em alguns dos diferentes quesitos do relatório: comportamento ético das empresas, confiança do povo em seus políticos, qualidade de ferrovias/portos/rodovias/aeroportos e outros mais.

Vale muito a pena dar uma olhada, é um texto curtinho e muito bem escrito, link AQUI.

(Se tiver tempo, aproveite pra dar uma olhada geral no blog dele, tem muitos textos bons)


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Curiosidades da Austrália (Parte 7)

Mais uma da seção "Curiosidades da Austrália" - já estamos na parte 7! Se você perdeu alguma das partes de 1 a 6, os links estão aqui: PARTE 1, PARTE 2, PARTE 3, PARTE 4, PARTE 5 e PARTE 6.

- Se você é fã de Formula 1, vai ficar um pouco decepcionado se for assistir a uma corrida ao vivo pela TV: tem intervalo comercial! A primeira vez que vi não acreditei, achei que fosse um reprise, mas era ao vivo mesmo. Os caras simplesmente interrompem a transmissão e passam 5 minutos de propagandas. Se nesses 5 minutos acontecer algo emocionante, trágico ou dramático na prova, azar o seu, vai ter que esperar o comercial acabar pra ver o replay.

- A Austrália tem dois apelidos: Oz e Down Under. Down Under por estar completamente situada abaixo da linha do equador e Oz por ser esse o som da primeira sílaba do nome (Australia é pronunciado mais ou menos como "oztrêilia"). A banda australiana Men At Work alcançou sucesso internacional em 1982 com uma música dedicada ao país. O refrão, bem grudento, começava ora com "I come from a land down under", ora com "Do you come from a land down under?". A música foi número 1 da Billboard e se você tem mais de 25 anos muito provavelmente já ouviu em algum lugar:


- Quem mora em Sydney não tem endereço em Sydney, a não ser que more no centro. Estranho? Deixa eu explicar melhor: o bairro é como se fosse a cidade na hora de dizer seu endereço. Por exemplo: a gente mora num bairro chamado Wollstonecraft, portanto nosso endereço é Rua xxxxxx, número xxx, Wollstonecraft, NSW (NSW é o estado). É em Sydney, mas não tem Sydney no endereço! É como se o endereço de uma pessoa que mora no bairro do Ipiranga, em São Paulo, fosse Rua xxxxxx, número xxx, Ipiranga, SP.

- As placas dos veículos não contém a cidade, apenas o estado. Além disso, podem ser personalizadas em praticamente todos os aspectos, do esquema de cores ao texto da placa em si.

Placa tradicional do estado de NSW, sem nenhuma personalização

Aqui uma do estado de Queensland, levemente customizada (texto roxo)

E por último essa do estado de Victoria, totalmente personalizada:
cores, texto e número de caracteres. Carro de mulher, certeza absoluta. :-)



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O Ambiente de Trabalho na Austrália (Parte 3)

Como já faz um ano que não posto nada na série "O Ambiente de Trabalho na Austrália" (a última vez foi em 27 de Agosto de 2011, veja o post AQUI), seguem algumas fotos que estão pra ser postadas há um bom tempo e ilustram mais um pouco sobre a cultura Aussie de trabalho.

Tudo bem que o post sobre trabalhar em um Campus Empresarial (veja AQUI) de certa forma se encaixa no assunto, mas não é "da série", então não conta. :-)

Bom, quem acompanha o blog já sabe que o ambiente de trabalho por aqui é bem tranquilo e a qualidade de vida está sempre em primeiro lugar. Ninguém se mata de trabalhar e a frase preferida dos australianos é "No Worries, Mate" (algo como "desencana, cara"). Dito isso, vamos a algumas fotos tiradas durante o expediente:

 Campeonato de pebolim

 Ensinando português pro Gregory, que sentava do meu lado.
Tem desde o básico "bom dia" até o clássico "fodeu!",
sem esquecer do "no worries, mate"

Na minha sexta feira de levar doces eu dei uma cara
verde e amarela à comilança: goiabada e paçoquita

Foi um puta sucesso, pessoal caiu matando e não sobrou nada!


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Estatísticas Interessantes sobre a Telefonia Celular na Austrália

Aqui no campus da Optus onde trabalho (veja post sobre o Campus AQUI) tem vários monitores espalhados pelos corredores contendo Live Data, ou seja, informações em tempo real extraídas da rede de telefonia da Optus - que, diga-se de passagem, é uma rede consideravelmente grande, já que a Optus é a segunda maior empresa de telecomunicações da Austrália.

Numa segunda de manhã eu tava meio à toa e saí pelo Campus batendo algumas fotos dos monitores com Live Data e deu pra colher algumas curiosidades bem interessantes:

Velocidade de download na rede 3G Optus.
No momento da foto estava em 1013 kbps, o que dá cerca de 126 Kb/s.

A satisfação dos clientes com o serviço tava boa,
mas tinha sido melhor no comecinho da manhã, lá pelas 7.

Esse é bem massa: mais de 1 milhão de ligações na última meia hora,
quase 9 milhões de ligações no dia, mais de 550 mil SMSs
e um total de mais de 30Gb baixados (e ainda eram 11 da manhã!)

Essa é realmente surpreendente: lista dos dez sites mais acessados na última hora. Dá pra entender porque o Facebook é realmente "tudo o que dizem": quase 1,3 milhão de acessos, mais que o Google Australia e mais que Apple, Ebay, Instagram, YouTube, Optus, Yahoo, OMGPop e OptusZoo JUNTOS!



quinta-feira, 31 de maio de 2012

Austrália já é o segundo país mais procurado para se trabalhar

Post rápido pra divulgar uma notícia que um amigo (Felipe Cuozzo, link pro blog dele AQUI) mandou há mais ou menos um mês: "Australia now the second best place in the world for workers".

O artigo diz que a Austrália é hoje o segundo país mais procurado por quem procura crescimento profissional, perdendo apenas para os Estados Unidos, que há décadas estão no topo do ranking.

A crescente popularidade da terra dos cangurus deve-se, segundo o artigo, a dois motivos principais: a qualidade de vida e o grande número de oportunidades profissionais, principalmente com o boom do setor minerador. Ainda segundo o artigo, o recrutamento por aqui deve continuar crescendo e atingir seu maior patamar histórico em dois ou três anos.

Pra quem gosta de números, o artigo diz que 90% dos profissionais que vieram pra Austrália a trabalho experienciaram crescimento pessoal, 86% disseram que a mudança valorizou a carreira e 83% confirmaram que o salário aumentou em comparação ao salário que tinham no país onde moravam.

Caso queira ler, o artigo na íntegra tá AQUI e contém inclusive a fonte oficial desses dados.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Austrália versus Inglaterra

A Austrália foi colonizada pelos ingleses no século XVIII e hoje, cerca de 300 anos depois, tanto Inglaterra quanto Austrália representam papeís importantíssimos no cenário econômico e político mundial, sendo referência quando o assunto é qualidade de vida e governança.

Apontar o melhor na disputa "Vegemite versus Marmite" (alimentos típicos da Austrália e da Inglaterra, respectivamente) não é simples e não há uma resposta definitiva, já que cada pessoa pode ver diferentes pontos positivos e negativos em cada um dos dois países conforme suas preferências pessoais e profissionais. Mas uma coisa é bem óbvia: a balança pende pra terra dos cangurus - e muito.
 
É mais ou menos como comparar Pelé com Maradona. Tem gente que acha que Maradona foi melhor - e não tô falando dos argentinos fanáticos, tô falando de gente que realmente entende de futebol e tem essa opinião baseada em argumentos respeitáveis -, mas na maioria dos casos dá Pelé na cabeça.

Por exemplo: Wanted Down Under é um programa de televisão da rede britânica BBC One em que famílias que têm o desejo de imigrar para a Austrália ou a Nova Zelândia são selecionadas para passar alguns dias por esses lados e conhecer um pouco melhor a vida por aqui antes de tomar (ou não) a decisão de mudar de país.

Um parênteses aqui pra fazer uma recomendação: pra gente que já passou por tudo isso, é muito interessante assistir ao programa e ver outras pessoas passando pelas mesmas inseguranças, medos e incertezas pelas quais passamos tempos atrás. E pra quem está planejando vir pra cá, é obrigatório assistir.

Tem também o Wanted Down Under Revisited, que mostra como estão hoje as famílias que vieram pra cá graças ao programa. O resultado é, na esmagadora maioria das vezes, positivo.

Essas famílias vivem no primeiríssimo mundo e ainda assim querem vir pra cá. Não estariam elas "trocando seis por meia dúzia"?

Depois de um ano e três meses morando em Sydney, já conheci vários ingleses e posso dizer com absoluta certeza: NÃO. Todos eles são unânimes em dizer que a Austrália é melhor em praticamente todos os aspectos. É só olhar os números: tem muito mais inglês morando na Austrália do que australiano morando na Inglaterra.

De onde tirei isso? Bom, pra mim é bastante óbvio, mas se você gosta de números, AQUI tem a estimativa de que em 2010 haveria mais de 1 milhão de ingleses na Austrália, enquanto AQUI tem a estimativa de que em 2009 haveria pouco mais de 100 mil australianos na Inglaterra.

"Ah, mas na Inglaterra tem mais gente do que na Austrália!" Correto, a Inglaterra tem uma populaçao cerca de 150% maior (mais de 51 milhões de habitantes contra 21 milhões da Austrália), mas mesmo considerando esse fator a diferença nos números de imigrantes continua sendo extremamente expressiva: 1 milhão versus 100 mil - ou seja, 1000%! Exato, MIL por cento!

Como eu já disse no início, não se pode dar uma resposta definitiva sobre onde é melhor morar, já que essa questão toda é bastante relativa, considerando-se que cada pessoa pesa pontos positivos e negativos usando sua própria balança. Mas uma coisa é inegável: quando a balança em questão é a imigratória, a coisa tá pendendo, e muito, pra terra dos cangurus.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Um Neozelandês no Brasil

Muita gente (eu, por exemplo) vem do Brasil pra Austrália ou Nova Zelândia e faz um blog contando o quão melhor a vida é por aqui, mas algum tempo atrás eu vi esse texto de um neozelandês que fez o caminho inverso: saiu da Nova Zelândia e foi morar no Brasil. Ele conheceu a namorada brasileira na Nova Zelândia e quando chegou a hora de ela voltar pro Brasil ele decidiu acompanhá-la.

Não vou postar o texto aqui, pra quem quiser ler (recomendo, não é longo) está no blog "Nossa Vida na Nova Zelândia", da Jeanine Almeida. Vou apenas tecer alguns comentários sobre alguns pontos que me chamaram a atenção.


- "O Brasil é muito mais um país sobre 'quem você conhece' e não tanto sobre 'o que você conhece'" --> Em grande parte sim, infelizmente. De qualquer forma, ainda existe a meritocracia no Brasil, mas em escala bem menor que o famoso Q.I. ("quem indica"). Não que indicação seja algo ruim, afinal um profissional bom tende a indicar profissionais bons, mas ela deve ser fator secundário na hora de avaliar um possível candidato a uma vaga: antes de mais nada, a competência é o que vale.

- "O Brasil é como uma teia de aranha grande e complicada que conecta uma enorme gama de pessoas, mas que é impossível de ver ou compreender. Para conseguir um bom trabalho em uma empresa privada, você realmente precisa fazer parte da 'teia' correta" --> De novo, concordo que em grande parte é assim que funciona mesmo. Infelizmente, no Brasil o Q.I. muitas vezes é mais importante do que o conhecimento e a capacidade.

- "Tentar ganhar dinheiro é incrivelmente difícil" --> Não é. Pode não ser tão fácil quanto é na Austrália ou na Nova Zelândia, mas quem corre atrás e trabalha duro sempre chega lá e não é "incrivelmente difícil".

- "O salário mínimo aqui no Brasil é ridiculamente baixo e é um insulto, especialmente para aqueles que tem alguma formação. Na maioria dos casos, o salário mínimo só permite que uma pessoa possa sobreviver se ela viver com seus pais" --> Assino embaixo. Pra se ter uma ideia, o salário mínimo na Austrália é mais de 2 mil dólares (não sei o valor exato, até porque varia de estado pra estado, mas é por aí). O salário mínimo no Brasil nada mais é do que uma piada de mal gosto.

- "Um emprego na iniciativa privada (...) teve 200 candidatos e estava pagando o salário mínimo (...) e ela se decepcionou ainda mais quando descobriu que teria que pagar R$100 pelo 'privilégio' de fazer um exame de 3 horas em um domingo de manhã" --> Concordo com a decepção com o salário e com a concorrência. Discordo da reclamação sobre ter que pagar o exame: qualquer exame envolve custos e tem que ser cobrado (é assim em qualquer lugar do mundo).

- "Há muitos profissionais altamente qualificados aqui. Mas onde estão os postos de trabalho e onde está o salário que reflete as qualificações que muitas pessoas possuem é o que eu me pergunto" --> Sim e não. Profissionais altamente qualificados não ficam sem trabalho, tenho que discordar nesse ponto. Mas concordo plenamente com o que ele diz na segunda parte: onde está o salário que reflete as qualificações?

- "Eu aprendi a estar sempre atento ao que acontece à minha volta e nunca baixar a guarda. Isto pode ser muito cansativo e é algo que eu não costumava precisar fazer" --> Acho que quase todo brasileiro se identifica com esse trecho, que infelizmente é 100% verdadeiro.

- "Acima de tudo, o que mais me decepciona no Brasil são as histórias sem fim de corrupção (..) Eu não posso tolerar a injustiça ou abuso de poder que é o que está acontecendo em uma escala inacreditável no Brasil. De políticos a policiais e prefeito, a corrupção é ilimitada. Dê poder ou responsabilidade a alguém, combinado com acesso ao dinheiro, e a tentação de abusar dessa posição é vergonhosamente alta. Infelizmente, este país está tomado pelo câncer da corrupção no mais alto nível e que parece impossível de ser eliminado" --> Nada a comentar, esse excerto já valeu o texto todo. Cru, objetivo e, infelizmente, real.

- "Quanto mais dinheiro você tem, mais problemas você pode resolver na conversa ou comprar uma 'solução'. Eu percebi que no Brasil um monte de coisas (e funcionários) estão à venda" --> O que dizer? É a mais pura realidade.

- "A grande maioria das pessoas aqui trabalham duro, muitas vezes fazendo longas horas e ganhando pouco. Mas quando o trabalho termina os brasileiros gostam de ver a família, socializar, tomar uma bebida e festar. Isto é o que eu gosto daqui" --> Taí uma coisa boa, da qual tenho orgulho: o calor do povo brasileiro é único.

Mais uma vez: não deixe de ler o texto original, está no blog "Nossa Vida na Nova Zelândia", da Jeanine Almeida.


domingo, 8 de abril de 2012

Dicas de Turismo na Austrália

Há algum tempo o pessoal do Correio Braziliense entrou em contato com alguns de nós, blogueiros brasileiros morando na Austrália, pedindo textos e dicas de turismo na Austrália. O motivo foi o novo sistema de obtenção do visto de turismo australiano implantado na metade de Fevereiro, totalmente online e extremamente rápido (o visto sai em menos de 48 horas). A reportagem final, "Austrália: blogueiros brasileiros dão dicas de turismo no país da Oceania", está AQUI pra quem quiser ver. Tá bem massa, recomendo.

Como o texto que eu escrevi acabou ficando muito grande pra reportagem, o pessoal do jornal fez um resumo e publicou só algumas partes, já que tinham textos de outros blogueiros pra serem publicados também. Sendo assim, resolvi publicar o texto na íntegra por aqui. Se você está pensando em vir passar um tempo na terra dos cangurus, não deixe de ler...


"Algumas coisas que você, futuro turista na Austrália, precisa saber antes de vir pra cá: a Austrália é um país multicultural. Há 20 anos as portas estavam completamente escancaradas para os imigrantes, o que fez com que a população australiana passasse por uma forte miscigenação. Por conta disso, o que se vê pelas ruas é uma mistura de gente de todo canto do mundo. Os australianos estão super acostumados com isso e não têm o menor preconceito. Brasileiros em especial são muito queridos por aqui.

Das 10 melhores cidades do mundo pra se viver, 4 são australianas (Sydney, Melbourne, Perth e Adelaide). Aqui as cidades são limpas e não têm poluição, congestionamentos, violência ou corrupção (a Austrália é o nono país menos corrupto do mundo, enquanto o Brasil está na 62a posição). Há belezas naturais, praias e parques por todo canto, o transporte público é muito bom e o clima é idêntico ao brasileiro. O povo é educado, tranquilo e sempre disposto a ajudar - a frase que o australiano mais diz é "no worries, mate", algo como "desencana, cara" -, por isso não se preocupe se o seu inglês estiver enferrujado e você não entender o que o pessoal disser: é só pedir pra repetir que ninguém vai achar ruim. A gente costuma dizer brincando que se você quiser treinar o inglês é só abrir um mapa na estação de metrô e fingir que está perdido: quando menos esperar vai estar cheio de gente te oferecendo ajuda - assim é o australiano.

Os passeios mais famosos na Austrália estão todos em Sydney: Harbour Bridge, Opera House, Royal Botanic Gardens, Sydney Aquarium (um dos mais lindos aquários do mundo), Taronga Zoo (não deixe de fazer o encontro com os coalas, dura 20 minutos e custa 20 dólares pra um grupo de até quatro pessoas), Sydney Tower, Sydney Olympic Park (sede das olimpíadas de 2000), Blue Mountains, Jenolan Caves (um conjunto de cavernas lindíssimas) e, obviamente, as praias. Sydney tem 50 praias, todas muito bonitas, então opções não vão faltar: Bondi, Manly, Bronte e Coogee são bem agitadas, enquanto Balmoral, Collaroy, Camp Cove e Fairlights são mais tranquilas.

É claro que o resto do país também tem opções de turismo: Gold Coast é uma cidade no Nordeste australiano muito famosa pelas praias e pelos parques temáticos. Cairns fica ao Norte de Gold Coast e é o melhor ponto pra quem quer fazer mergulho na Grande Barreira de Corais. Melbourne é a capital dos esportes, onde tem o GP de F1 em Março e o AUS Open de tênis em Janeiro, além de ser um paraíso culinário, com restaurantes aos montes. Uluru, também conhecida como Ayers Rock ou Red Centre (Centro Vermelho), é uma enorme rocha bem no meio do país, com 350 metros de altura e 10 quilômetros de circunferência, que "muda de cor" conforme o horário e o ângulo de incidência dos raios solares. Se você for um turista com tempo, existe um trem que atravessa o país em dois dias, saindo de Darwin, cidade no extremo Norte, e chegando em Adelaide, no Sul, passando pelo Centro Vermelho.

Mesmo com todas essas opções, é óbvio que alguns lugares só são descobertos por quem efetivamente vive aqui, então aproveite as dicas de ouro que vou dar a seguir: se você gosta de vinhos, há uma região cerca de 200km ao Norte de Sydney chamada Hunter Valley, cheia de vinícolas, com degustação liberada e vinhos deliciosos a preços excelentes. Dá pra passar um dia inteiro indo de vinícola em vinícola, degustando vinhos e queijos - só tome cuidado pra não abusar no álcool. Pra quem gosta de animais, há uma praia cerca de 200km ao Sul de Sydney chamada Pebbly Beach que é povoada por cangurus. Vale a pena visitar o lugar no período da tarde, que é quando os bichinhos saem da mata e vão pra areia da praia. Dá pra ver no mínimo 30 cangurus espalhados pela praia (incluindo algumas fêmeas com o filhote na bolsa!) e quem quiser brincar com os animais pode ir sem medo, já que eles são super mansos e estão acostumados com o ser humano.

Se você gosta de uma cervejinha, é obrigatório experimentar as cervejas australianas, bem mais encorpadas e saborosas que as brasileiras. A variedade é enorme e há opções pra todos os gostos: pilsen, dry, pale ale, golden ale, escura e até cerveja de mel.

Mais uma dica de ouro pra você não ser um turista despreparado: pra poder dirigir aqui é só trazer uma tradução juramentada da carteira de habilitação brasileira. Só tome cuidado porque aqui é mão inglesa, então o ideal é ir com calma no começo até acostumar com o trânsito "ao contrário".

Infelizmente, todo turista que vem pra cá tem que ter o bolso preparado: as coisas aqui são mais caras que no Brasil. Uma refeição boa sai por uns 15 dólares e uma cerveja em qualquer pub custa no mínimo 6 dólares, por isso é importante se planejar adequadamente no aspecto financeiro.

Tirando esse único ponto negativo, a Austrália é um destino fantástico pra turismo e sem sombra de dúvidas uma viagem que vai render histórias, fotos e experiências pra vida toda."



terça-feira, 3 de abril de 2012

Melhores Países pra se Viver

Post rápido que eu achei perdido em meus rascunhos antigos: em Novembro de 2011 a ONU publicou o mais recente ranking de países em termos de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), e a Austrália é o SEGUNDO país da lista, perdendo apenas pra Noruega (veja AQUI).

Muitos países ocupam posições já "esperadas": Estados Unidos, Nova Zelândia, Canadá, Suécia, Irlanda, Holanda e Alemanha estão entre os dez primeiros. Algumas suspresas (pra mim) foram o Reino Unido, em 28o., atrás de países como Singapura, Hong Kong, Israel e Coréia do Sul, e o Qatar, em 37o, na frente de países como Hungria, Portugal, Romênia e Bulgária.

E o nosso querido Brasil? Em 85o, lá embaixo. O que isso significa? Que um cidadão que mora, por exemplo, na Jamaica, Azerbaijão, Líbano, Albânia, Casaquistão, Kuwait, Arábia Saudita ou até mesmo em Cuba tem maiores chances de ter uma qualidade de vida melhor que a sua. 

Assustador, não? Tá lá no ranking, é só conferir.


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A Aranha Pavão Australiana

Sem querer transformar o blog numa versão online da National Geographic, segue algo realmente interessante que eu não poderia deixar de compartilhar...

Na Austrália existe uma aranha chamada Peacock Spider (Aranha Pavão). Ela mede no máximo 5mm (isso mesmo, meio centímetro) e as fêmeas são comuns, marrons, sem nada de mais. O interessante são os machos da espécie, que são coloridos e possuem uma espécie de leque que eles levantam na época do acasalamento pra impressionar as fêmeas - daí o nome "Pavão". Junto com a abertura desse leque, os machos também fazem uma dança, indo de um lado pro outro com o leque todo aberto e agitando o terceiro par de patas no ar.

Nesse vídeo, vários machos tentam impressionar algumas fêmeas. Os resultados são variados: algumas não dão a mínima, outras atacam e matam os machos exibicionistas e apenas um macho consegue o que queria. Assistam do começo ao fim, vale muito a pena:





terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Um ano de Austrália!

Hoje faz exatamente um ano que desembarcamos em Sydney. Desde então, muita coisa aconteceu. Bin Laden foi encontrado e morto, Amy Winehouse e Whitney Houston sucumbiram aos seus vícios, Sandy foi a Devassa da Schin, Pallocci caiu pela segunda vez, um norueguês retardado matou 70 pessoas em Oslo, Príncipe William e Kate Middleton se casaram, Tiririca entrou para a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados... e a gente viveu o ano mais intenso de nossas vidas.

Em 22 de Fevereiro de 2011, em torno das 3 da tarde, estávamos deixando o Aeroporto Internacional de Sydney rumo ao incerto. Aquela mistura de sentimentos contrastantes, que ainda permaneceria por alguns meses, é algo que marca: empolgação, medo, curiosidade, insegurança, deslumbramento.

Foi um projeto de um ano e meio, que envolveu uma grana considerável (visto, exame de inglês, exames médicos, traduções e cópias de documentos, passagens aéreas, dinheiro pra se manter no início até arrumar emprego...) e muito suor (estudos de inglês, certificações pra inflar o currículo, entrevistas de madrugada por Skype algumas semanas antes de vir...). Tudo planejado nos mínimos detalhes, como sempre.

Felizmente, as coisas correram conforme o esperado e a gente colheu tudo aquilo que plantou. Quando se faz algo com planejamento, paciência e foco, não tem como dar errado. Em menos de 24 horas eu já tava empregado - até onde sei, foi um recorde! -, em menos de 15 dias conseguimos um apê e daí pra frente as coisas foram se ajeitando cada vez mais.

Foi um ano e tanto: conseguir emprego, alugar apê, mudança de emprego, aplicar pro visto da Mi, comprar carro, tirar a driver's licence, mudança de apê, visita de amigos, virada de ano com a família... Enquanto isso, a Mi teve que fazer curso de inglês, ir pro Brasil pro casamento do irmão, procurar trabalho, aprender a cozinhar e cuidar da casa... E hoje, exatamente 365 dias depois, podemos dizer que já concluímos nossa fase de adaptação: temos turmas de amigos, nosso inglês tá cada vez melhor, a Mi tá com quase todos os dias preenchidos como nanny em diferentes famílias, temos nosso carro, moramos super bem, eu tenho meu futebolzinho semanal, a Mi tem as aulas de ballet semanais dela e os fins de semana são sempre cheios de coisa pra fazer.

Não foi tudo um mar de rosas. Tivemos problemas, obviamente. Teve o teste como kitchenhand que a Mi fez no começo da busca por emprego e ficou traumatizada, chegou até a desanimar de procurar trabalho. Teve o episódio da multa e da suspensão da minha learner's licence, quando a polícia me pegou dirigindo sem habilitação e eu tive que recorrer à corte pra explicar que eu não sabia que não podia dirigir usando a CNH do Brasil (três meses se passaram nesse rolo todo, e eu fiquei sem poder dirigir durante esse tempo todo). Teve a mudança de apê, na qual quebramos o contrato de aluguel do local onde estávamos e, por conta disso, tivemos alguns problemas. Teve a batida do carro no fim do ano, que causou um puta prejuízo e dor de cabeça, já que atrasou o licenciamento e acabou custando mais uma multa, dessa vez por andarmos com o carro não licenciado.

Mas no fim das contas as nossas conquistas foram infinitamente maiores que esses problemas, sem contar que cada um desses incidentes acabou tendo um lado positivo, por mais difícil que seja de acreditar. Aliás, tudo na vida é assim, depende apenas de como você olha pra cada coisa que acontece.

Morar fora é uma experiência incrível, que proporciona um crescimento pessoal incomparável. Meus três meses em Shanghai já foram marcantes, mas um ano inteiro é outra história. Como vamos comemorar essa data? Comendo um autêntico rodízio brasileiro na melhor churrascaria brazuca de Sydney. A gente merece!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Curiosidades da Austrália (Parte 4)

Mais curiosidades da terra dos cangurus (veja as primeiras partes AQUI, AQUI e AQUI):

- Quanto o assunto é aluguel ou salário, ninguém aqui pensa "mensalmente": o aluguel é por semana e o salário é por dia ou semana.

- O Topa ou Não Topa, programa que o Silvio Santos levou pro Brasil (não sei de qual país), por aqui é fliperama (foto ao lado).

- Essa curiosidade quem "indicou" foi a Emília (bjão Mia!!!): Nos supermercados daqui rola um negócio bem legal que é o "preço por quantia". A etiqueta que contém o preço do produto tem também o preço por uma dose padrão do mesmo - 100g, 1Kg, 1L etc, dependendo do tipo do produto. Isso ajuda muito na hora de comparar preços, já que a gente não precisa ficar fazendo conta pra ver qual produto tá mais barato quando as embalagens tem tamanhos diferentes. A foto exemplifica bem: uma embalagem de feijão de 600g obviamente estava mais cara que uma de 250g, mas quando a gente olha o preço por 100g dá pra ver que na verdade a embalagem de 600g acaba saindo mais em conta:
 

 - Acredite ou não, aqui não tem comida por quilo! Deve ter um ou outro restaurante por aí, mas nesse quase um ano que estamos aqui nunca vimos nem ouvimos falar de nenhum.

 - E pra terminar bem, uma curiosidade pra deixar os paulistanos com inveja: AQUI NÃO TEM MOTOBOY!!! Na verdade nem moto tem direito, e as poucas que a gente vê pela rua transitam como se fossem carros, sem sair costurando que nem um bando de louco. Duvida? Olha a foto:



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A Virada do Ano em Sydney

OBS: Se você só quer saber de ver a queima de fogos, vai direto pro fim do post... :-)

A virada do ano em Sydney é um evento que atrai gente do mundo todo e reúne todo ano cerca de um milhão e meio de pessoas (isso mesmo: UM MILHÃO E MEIO DE PESSOAS), todas aguardando a famosa queima de fogos da Harbour Bridge. Achou muito? Estima-se que no mundo todo mais de UM BILHÃO DE PESSOAS tenha assistido ao evento pela TV ou Internet.

Muita gente passa o dia torrando no sol pra guardar lugar com uma vista privilegiada e alguns passam inclusive a noite anterior já reservando o seu canto. Esse ano foram gastos 6,3 MILHÕES DE DÓLARES e foram usadas 7 TONELADAS DE FOGOS DE ARTIFÍCIO, tudo isso pra 12 minutos de fogos.

E vale a pena? SE VALE!!! Sabe aquele plantão da Globo todo dia 31 de Dezembro na hora do almoço mostrando aquela fantástica queima de fogos no outro lado do mundo? Pode acreditar que ao vivo é mil vezes melhor.

A gente passou a virada em um barco, comendo e bebendo à vontade, com uma vista privilegiada, rodeado de amigos e família (meus pais, minha irmã e meu cunhado estavam por aqui). Foi uma noite pra nunca ser esquecida.


A gente na parte de cima do barco, às 7 da noite
(todo mundo já bebendo... ô povo alcoólatra!)

 Eu e a Mi, na parte superior do barco:

Por-do-sol com a City e a Harbour Bridge ao fundo, umas 8 da noite:

Essa era a vista lá pelas 8 e meia da noite, ainda com um restinho de dia:

Galera toda embalada, no clima, uma energia muito massa:

Duas fotos e um vídeo da queima de fogos das 9 da noite, que serve de "aquecimento":



Será isso uma simpatia pro ano que se inicia? hahaha


E, FINALMENTE, A QUEIMA DE FOGOS DA VIRADA!!!

Depois de muito beber, comer, beber, dançar, beber, cantar e beber, chegou a tão esperada hora. Eu filmei a queima de fogos completa, são 12 minutos. Se você não tiver saco pra assistir ao vídeo todo, veja pelo menos o primeiro minuto, depois de 3:00 a 5:30, de 6:00 a 7:30 e de 8:30 até o fim, com destaque pra cascata aos 11:00. Mas larga a mão de ser fresco e assiste tudo, vale a pena:



HAPPY NEW YEAR!!!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Salary Survey 2011

Em Novembro passado a Robert Walters, uma das líderes globais em recrutamento, divulgou o Salary Survey 2011, uma pesquisa salarial de nível global que abrange várias áreas de atuação (vendas, finanças, RH, marketing, contabilidade, IT...) e é um ótimo termômetro pra gente saber se nosso salário está alinhado com a média na região e também pra comparar com profissionais da mesma área em outras regiões do globo. O Survey é extremamente detalhado e abrangente e abre um leque imenso de possibilidades de análise. Os únicos pontos negativos ficam por conta da ausência do Canadá e de apenas 10 páginas dedicadas aos EUA, cobrindo apenas New York.

Nesse post vou analisar o Survey do ponto de vista de um profissional de IT, mais especificamente um desenvolvedor de software, que é a minha área. Se você é de outra área e quer dar uma analisada no Survey, vá em frente, eu recomendo: SALARY SURVEY 2011.

O foco maior dessa análise é fazer uma comparação dos salários em diferentes cidades dentro da Austrália (Brisbane, Melbourne, Perth e Sydney), mas também vou gastar um tempinho mostrando algumas cidades economicante representativas ao redor do mundo como Londres, Dublin, Tokyo e Shanghai. É claro que uma análise salarial deve ser sempre relativa e levar em consideração o custo de vida e a carga tributária de cada local, mas isso já seria demais pra um post só...


CIDADES AUSTRALIANAS

Em Perth (página 196), a menor e mais tranquila dentre as quatro cidades analisadas (1,6 milhão de habitantes), um Software Developer está tirando entre 55 e 125 mil dólares anuais trabalhando como Permanent (o equivalente ao CLT no Brasil) e de 45 a 90 dólares por hora trabalhando como Contractor (o equivalente ao PJ no Brasil).

Em Brisbane (página 172) um ponto interessante: mesmo sendo uma cidade maior que Perth (2 milhões de habitantes), os salários pra TI são menores: 50 a 95 mil dólares anuais como Permanent e 50 a 90 dólares por hora como Contractor.

Vamos agora pras duas principais cidades do país. Começando por Melbourne (página 186), a variação do salário de um Permanent é de 70 a 130 mil anuais, enquanto um Contractor recebe de 40 a 95 por hora. Está melhor que Brisbane mas praticamente igual a Perth.

Já em Sydney (página 209), a principal cidade australiana em termos econômicos, um Permanent tira de 60 a 130 mil anuais e um Contractor tira de 50 a 90 por hora. Resumo da história: tá na mesma que Melbourne e Perth.

A grande diferença é quando analisamos a área de TI em bancos (página 207), que é onde se ganha mais dinheiro: Sydney oferece salários de 100 a 130 mil anuais pra um Permanent e de 80 a 105 por hora pra um Contractor, valores que dificilmente serão batidos em algum outro lugar do país.


OUTRAS CIDADES DO MUNDO

Separei algumas cidades ao redor do mundo com fatos interessantes quando o assunto é salário em TI:

Em Londres (página 33) um Java Developer tá fazendo de 45 a 70 mil libras anuais como Permanent e de 37 a 50 por hora como Contractor. O curioso é que lá esses são os mesmos valores de um Project Manager!

Em Dublin (página 76) a faixa é de 40 a 60 mil euros anuais pra Permanent e de 20 a 30 por hora pra Contractor. Interessante notar que mesmo Irlanda e Inglaterra sendo dois países pertencentes ao Reino Unido, os salários são muito melhores em Londres (sem contar que a libra vale mais que o euro).

Vamos agora pra Shanghai (página 238), onde o salário de um Software Developer vai de 100 a 500 mil yuans por ano, o que significa uma variação de 400% entre o menor e o maior salários!

Pra finalizar, não posso deixar de fora Tokyo (página 300), que apesar de chamar atenção pelos salários na casa dos milhões de ienes, quando fazemos a conversão da moeda (1 dólar = 77 ienes) percebemos que são salários normais: 6 a 9 milhões de ienes pra um Senior Software Developer.


É SÓ O COMEÇO...

Como eu disse no começo do post, daria pra passar horas analisando os números do Survey e fazendo as mais variadas análises e comparações.

Uma possibilidade de análise interessante que o Survey proporciona é a de comparação dos salários de 2011 com os de 2010. Não cheguei a olhar, mas seria interessante pra tentar caçar possíveis efeitos da pequena crise econômica de 2011, que começou na Grécia e atualmente está por toda a Europa, sobre cada área de atuação em específico.

Outras possíveis análises: que tal comparar os salários de São Paulo com os do resto do mundo? Ou então as diferenças entre um Analista, um Gerente e um Diretor em uma determinada área?

As possibilidades são inúmeras. E você, qual análise vai fazer? Desafio você leitor a vasculhar o Survey em busca de análises curiosas e interessantes e postar aqui como comentário. O Survey tá aí, é só abrir e se divertir com os números. :-)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Gold Coast (Parte 3) - SEA WORLD: Urso Polar e teatro com o Leão Marinho

Pra terminar a série de posts sobre a nossa viagem a Gold Coast (veja as partes 1 e 2 AQUI e AQUI), vou mostrar um pouquinho mais sobre o Sea World. Uma das atrações marinhas do parque é um aquário enorme onde convivem peixes, arraias e tubarões. É muito interessante ver o quanto é harmônica a vida embaixo d'água. Pudemos ver de pertinho e capturamos umas imagens bem legais!!!


O temido tubarão!!!!!


E olha que coisa linda esses peixes!!! Nem parecia de verdade...Era muito lindo ver todos nadando juntos na mesma direção! Eles iam e vinham pelo aquário trazendo uma sensação de paz e harmonia!


Os tratadores alimentando os tubarões através dessas "caixas"de vidro. Ai que medo!!!!


Mas uma das coisas mais bonitas que já vi foi o urso polar. Ele é grandão e parece meio bobão, mas é a coisa mais fofa.


Olha que carinha meiga!!!


Ops...De bumbum pra platéia!!!rsrsrsr


E depois de um banho refrescante!!!! : )


E pra coroar a visita a esse mamífero lindo, vejam só essa cena!!! Ele estava totalmente à vontade com o público todo olhando ele brincar!!! Foi muito gostoso de ver....


Dentre os "shows" ao vivo que acontecem no parque, como o que mostrei no post anterior dos golfinhos, havia um show chamado "Fish Detective", uma espécie de peça teatral com os leões marinhos. Mas seria possível um leão marinho ator??? Sim...e como! O bicho é demais e faz umas coisas incríveis durante a peça! Admirável como eles treinam os animais tão bem! Olha o cenário...


E essa foto que o Du pegou na hora certa durante a peça...kkkkkkk...demais neh?


Nessa hora ele vem correndo e desliza no palco com o rabo pra cima!!!!!


Em pé!!!


Cochichando!!!!rsrsrrs


Nesse vídeo dá pra ter uma idéia de quão divertido foi o show....! A gente até esquece que é um animal marinho que está em cena porque é demais...


E pra fechar com chave de ouro ele aparece no final com essa plaquinha escrito "The End". Foi o máximo....!!!!


E assim você viu um pouco de como foi a nossa viagem pra GOLD COAST!!! Um lugar cheio de atrações e belezas naturais! Muito lindo! Inesquecível!