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sábado, 5 de agosto de 2017

Dando Um Sinal de Vida...

Oi pessoal!

Faz pouco mais de um ano que não dou as caras por aqui e muita gente me escreveu perguntando se está tudo bem, se abandonei ou blog e até mesmo se fui embora da Austrália, então resolvi dar essa passada rápida pra dar um "resumão", que provavelmente vai responder todas as dúvidas que o pessoal anda tendo:

- Primeiro de tudo: está tudo ótimo! O blog anda abandonado simplesmente porque eu estou focando mais no meu canal do YouTube (youtube.com/eduardoslompo, não deixem de conferir!) e também em estudar investimentos (imóveis, mais especificamente). As duas coisas me tomam muito tempo livre, e por consequência o blog acabou ficando em segundo plano.

- Não fomos embora da Austrália, continuamos em Sydney. Agora que somos cidadãos, temos a opção de passar quanto tempo quisermos fora do país e poder voltar a qualquer hora, já que a cidadania é vitalícia, mas por enquanto o plano é continuar por aqui! :)

- Tenho uma lista gigante de posts pra fazer, sempre na mesma linha que segui até agora (curiosidades, viagens, mercado de trabalho etc), mas não sei ao certo quando eles vão sair do forno, considerando que agora estou priorizando outras coisas, como disse ali em cima.

- O mercado de TI continua super aquecido, principalmente pra desenvolvedores. Destaque pra duas áreas em específico: Java Backend (Spring, Hibernate, Microservices e WebServices) e Front-End baseado em Java Script (Angular JS, Node JS, React JS).

- O processo do visto de residência continua o mesmo dos últimos anos: reconhecimento de profissão, exame de inglês e aplicação pro visto em si.

- Sim, eu continuo respondendo dúvidas de todo mundo! Quem quiser saber como é a vida por aqui, quais os diferentes tipos de visto, quais as vantagens e desvantagens de cada um, quais as chances de conseguir o visto de residência, quais as diferenças entre as cidades etc etc etc, é só mandar email pra duslompo@yahoo.com.br - não cobro nada pra ajudar, a única coisa que vou pedir em troca é pra que você se Inscreva no meu canal do YouTube (é grátis e não vai levar nem 15 segundos!).

Até!

domingo, 8 de novembro de 2015

Enfim, Cidadãos Australianos! - PARTE 2

Como expliquei certinho na Parte 1 (link AQUI), em Setembro recebemos a cidadania australiana e em Outubro os passaportes (a linha do tempo detalhada do processo está lá no post anterior, se não viu dê uma conferida rapidinha). Nesse post vou falar e mostrar um pouco da cerimônia de cidadania e também dos passaportes.

A cerimônia ocorre no Council do qual a residência do aplicante faz parte - no nosso caso, no North Sydney Council (Council é o equivalente ao que no Brasil se conhece por "sub-prefeitura"). Alguns Councils têm cerimônias de cidadania toda semana, outros em frequência um pouco menor - tudo depende da demanda da região e também do tamanho do salão onde a cerimônia ocorre. O de North Sydney tem uma cerimônia por mês, e a nossa foi a de Setembro. Pelas nossas contas, umas 50 pessoas receberam a cidadania naquela cerimônia e havia mais umas outras 100 como convidados.

A coisa toda dura menos de uma hora e consiste basicamente em três partes: um discurso do Mayor do Council (equivalente ao "sub-prefeito"), o juramento e, por fim, a entrega dos certificados de cidadania.

Foto tirada durante o discurso de Jilly Gibson, a Mayor de North Sydney

O juramento

A gente recebendo os certificados

Finalmente, cidadãos! :)

Depois rolou um jantarzinho pra comemorar

Dez dias depois da cerimônia já é possível aplicar pro passaporte. O processo é bem simples, apenas alguns formulários, fotos e documentos pessoais. A aplicação em si é feita no Australia Post (o "Correio" daqui) e, no máximo em duas semanas, os passaportes chegam.

Receber um envelope do Departamento de Imigração, abrir e ver um passaporte australiano com sua foto e seus dados é bom demais. Bate aquela sensação gostosa de dever cumprido, de meta alcançada - de que todo o esforço valeu a pena. :)


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Enfim, Cidadãos Australianos! - PARTE 1

Esse post é pra contar que finalmente somos CIDADÃOS AUSTRALIANOS!!! É uma conquista que significa muito, mas muito mesmo pra gente. É a linha de chegada de uma caminhada que começou mais de 6 anos atrás, em Fevereiro de 2009, quando comecei a pesquisar sobre imigrar para a Austrália.

O pré-requisito pra poder aplicar pra cidadania australiana é bem simples de entender: 4 anos morando na Austrália (pelo menos 9 meses por ano), sendo pelo menos o último ano com visto de residência. Vou listas as principais datas dessa jornada abaixo:

- Fevereiro de 2009: começo das pesquisas sobre imigração para a Austrália

- Maio de 2009: contratação do agente imigratório

- Agosto de  2009: aplicação para o reconhecimento de profissão justo à ACS (Australian Computer Society, órgão responsável por "validar" profissionais de TI estrangeiros)

- Setembro de 2009: aprovação no IELTS (exame de inglês necessário para o processo imigratório)

- Outubro de 2009: aprovação da ACS

- Novembro de 2009: entrada no processo de solicitação do visto de residência junto ao Departamento de Imigração Australiano
"Our Common Bond", o material de estudos
para o exame da cidadania australiana

- Março de 2010: exames médicos

- Abril de 2010: visto aprovado!

- Fevereiro de 2011: mudança

- Fevereiro de 2015: quatro anos completados - aplicação para a cidadania australiana

- Março de 2015: exame da cidadania

- Maio de 2015: cidadanias aprovadas!

- Setembro de 2015: cerimônia de cidadania e aplicação para os passaportes

- Outubro de 2015: recebimento dos passaportes!

O processo de aplicação para a cidadania é relativamente simples. Digo "relativamente" porque ele é, sim, meio chatinho, mas infinitamente mais simples do que o processo do visto de residência, com sua lista gigante de documentos e seus intermináveis formulários, traduções juramentadas, exames médicos, exames de inglês etc etc etc.

São basicamente três etapas:
- A aplicação em si
- O exame
- A cerimônia (que é quando o aplicante recebe o certificado de cidadania e se torna oficialmente um cidadão australiano)

O certificado de cidadania australiana
A aplicação consiste apenas em alguns formulários, cópias de documentos e o que é, na minha opinião, a única parte mais chatinha do processo: um documento e uma foto assinados por algum cidadão australiano que te conheça há pelo menos um ano, não seja parente e que trabalhe em uma das profissões "aceitas". São 38 profissões no total, que estão listadas na primeira e segunda páginas desse documento AQUI.

Depois de aplicar, em uns 15 dias é marcado o exame, que é super simples. São 20 questões com três alternativas cada, e o material de estudos, chamado "Our Common Bond", pode ser baixado gratuitamente AQUI (a parte que "cai" no exame vai só até a página 33). Nós acertamos as 20 questões em menos de 5 minutos - o que não quer dizer muita coisa, já que, como eu disse, o exame é uma piada. Não conheço ninguém que tenha acertado menos de 18. :-D

Fizemos o exame no fim de Março e na metade de Maio recebemos as cartas contendo as confirmações oficiais de que nossas aplicações foram aprovadas. A partir desse ponto está tudo confirmado, basta esperar uma outra carta avisando a data da cerimônia. O prazo máximo estipulado entre a data da aprovação e a data da cerimônia é de seis meses, e no nosso caso levou 4: no final de Agosto chegou a carta avisando que nossa cerimônia seria na metade de Setembro.

No próximo post vou falar sobre a cerimônia e postar algumas fotos e vídeos pra vocês poderem ter uma noção de como é, além de também falar um pouco sobre os passaportes.



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Golpe do Visto: Sem Emprego, Sem Visto, Sem Reembolso e Ameaçado de Morte!

Esse é um post que, como imigrante com visto de residência, me sinto na obrigação de escrever: infelizmente tem gente se aproveitando da empolgação - aliada à inocência e à falta de informação - de algumas pessoas que têm (ou, nesse caso, tinham) o sonho de construir uma carreira na Austrália pra dar um golpe daqueles.

Imagina o seguinte: você começa a pesquisar sobre carreira na Austrália e descobre que o melhor caminho é o visto de residência, mas que pra isso tem que fazer o IELTS, reconhecer o diploma, investir uns bons milhares de dólares, fazer os exames médicos e, acima de tudo, ter muita paciência, já que o processo todo do visto quase sempre leva mais de um ano. Aí você acha uma empresa de Singapura (sem comentários) te dizendo que é só você pagar uma determinada quantia que eles te providenciam, em algumas semanas, uma vaga no mercado de trabalho australiano e um visto de trabalho australiano.

Pode isso, Arnaldo? Tá na cara que tem algo errado, mas você, cego pela empolgação e pela sensação de que descobriu um "puta esquema" e vai se dar melhor que todos os "manés que fizeram todo o processo do visto de residência", manda a grana pros caras. Muito bom, campeão.

Eddie Kang, o homem por trás do golpe
As semanas passam e você não tem mais retorno deles. Ninguém mais responde seus emails, os telefones não existem, você começa a ficar preocupado e só quer saber de recuperar a grana que mandou pros caras. Quando você manda um email pedindo reembolso, recebe uma ameaça de morte. É... pelo jeito o "puta esquema" é na verdade uma "puta barca furada": nada de visto, nada de emprego, nada de reembolso e, como cereja do bolo, uma ameaça de morte.

Essa história aconteceu com cerca de 40 pessoas, que por fim resolveram se unir e ir a público contra a tal empresa de Singapura. As quantias pagas por cada vítima foram de, na média, 20 mil dólares, com alguns casos chegando a 45 mil!!!

Eu já falei 34.534.980.974 vezes aqui no blog sobre a importância de se usar um bom agente imigratório que seja registrado no MARA (Migration Agents Registration Authority). Também já falei outras 73.666.958.987 vezes que não existem atalhos nem fórmulas mágicas: tem que largar mão de preguiça, matar no peito e encarar o processo do visto de residência do início ao fim.

Pra quem quiser saber mais, seguem alguns links com reportagens sobre o golpe:


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Post Especial de Fim de Ano: Valeu a Pena?

O especial de fim de ano do blog é sempre sobre algum lugar top que visitamos, mas esse ano vou fazer algo diferente. Participo de uma lista de emails de brasileiros que trabalham com TI na Austrália (ou, em alguns casos, que ainda moram no Brasil mas estão correndo atrás do sonho) e, na metade de Julho, um dos participantes enviou o seguinte email ao grupo:

Galera, eu ainda estou no Brasil, mas gostaria de saber a opinião de quem já está na austrália. Valeu a pena todo investimento de tempo, dinheiro, mudanças na vida, mudanças na cultura e viver longe da família para realizar esse desafio de ir morar na austrália? Como vocês acham que suas vidas estariam se estivessem no Brasil?

É claro que todo mundo tinha algo a dizer, o que resultou em uma infinidade de respostas e acabou se tornando a thread de emails mais produtiva da história do grupo. Resolvi então fazer uma compilação das respostas mais interessantes, pertinentes e curiosas pra postar por aqui e o resultado acabou ficando interessantíssimo. Não fiz nenhuma análise ou conclusão, apenas uma compilação de respostas, mas garanto que vale a pena ler. Confiram!

(Obs: o admin da lista de emails me autorizou postar esse conteúdo sob a condição de que eu não divulgasse a lista e nem os nomes dos autores das respostas, portanto infelizmente não vou poder ajudar quem me escrever pedindo informações sobre ou querendo participar da lista de emails, fico devendo essa)


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Pra mim valeu e ainda vale muito a pena. Foi o segundo melhor investimento da minha vida, depois de ter um diploma em IT.

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Vivenciar essas mudanças na vida, cultura e passar por esse desafio é algo fantástico! Com certeza suas experiências trarão consequências para o resto de sua vida. Eu tenho uma opinião que se todos os brasileiros pudessem viver fora do Brasil, por menor tempo que seja, o Brasil poderia estar caminhando para uma direção melhor. Você vai expandir a sua mente, vai lidar melhor com diferenças, vai mudar conceitos, vai enxergar melhor!

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Muito já foi dito mas realmente só vale a pena se você valer a pena. Desde que você venha de mente aperta e preparado pros desafios com certeza valera a pena. Você vivera experiências que não terá no Brasil. O que não pode, eu isso eu vi de perto com um amigo meu, e ir morar fora mas com a cabeça e o pensamento lá no Brasil. Fácil não e mas com o tempo e paciência as coisas vão se encaixando. (...) No meu caso valeu muito a pena, a melhor decisão que eu já tomei, porem com eu disse, eu fiz valer a pena. O Malcolm X uma vez disse “Sitting at the table doesn’t make you a diner...”...e bem por ai!

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Tudo vai depender de como vc lida com os problemas e do quão é importante pra vc realizar esse sonho de morar fora. Estar longe de familia, amigos e sua cultura, tem seu preço..... e é alto. O período de adaptação é diferente pra cada um e tb depende das circunstâncias que cada um passa aqui. (...) Pra quem  morava no Rio e se cagava de medo de andar de carro, a pé, ônibus, etc... poder pegar busão e não se preocupar em perder seu iphone pra mim já valeu ter vindo! Fora todo o retorno que vc tem, como hospitais públicos, educação pública, ruas limpas e sem buracos, etc....

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Acho a resposta pra sua pergunta depende de como vc encara a vida e o que vc valoriza e suas experiências. O que posso dizer é que nem tudo são flores. Existem vários obstáculos e como disse anteriormente dependendo de como vc encara as coisas eles serão mais fáceis ou difíceis de serem superados.

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Pra mim ainda não valeu a pena mas tenho fé q ainda vou olhar pra trás e dizer q foi bom, por enquanto eh melhor nem pensar nisso pra não dar depressão já q gastei muito dinheiro e tempo pra estar aqui... (...) Qdo cheguei aqui achei q seria mais facil aprender ingles e logo estaria no mercado de trabalho, pura ilusao, meu ingles nao era suficiente pra trabalhar, o q eu achava q era... Resumindo...sei q o ingles influencia muito por eu nao ter achado q vale a pena passar por tudo o q passei, se eu tivesse o ingles realmente bom tudo seria diferente.

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Resposta curta : Pra mim valeu a pena sim. (...) Trabalho num lugar bem maneiro, tenho a maldita experiência local, e uma rede de contatos que só cresce, moro num lugar fantástico que tem um parque em frente, onde sempre levamos nosso filho pra brincar, a minha vida é bem mais tranquila do que era no RJ. Posso sair de casa sem medo e parar o carro no sinal que ninguém vai meter um M-16 na minha cara. Sou soccer coach dos pirralhos do meu bairro, sempre consigo ir na escola pra pegar ou levar o meu filho. E o meu filho ??? Esse graças a Deus foi o que menos sofreu no processo, hoje o inglês do muleke é perfeito, como o meu nunca será, ele fala exatamente igual a um nativo, e os nativos não acreditam que ele chegou aki sem inglês. Ele está totalmente inserido na cultura, adora a escola que ele estuda, faz natação e futebol, já viajou mais internacionalmente do que eu.

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Na minha opinião toda experiência é valida! seja ela ruim ou boa. Essa é minha segunda experiência internacional e o que aprendi foi em qualquer lugar do mundo existem coisas boas e coisas ruins mas como bons brasileiros nos damos muito mais atenção as coisas ruins (principalmente relacionadas ao nosso país). Só percebemos quantas coisa boas nos temos ai no Brasil quando vivemos fora.

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Minha resposta é curta pois só cheguei aqui há 3 semanas, mas até agora valeu MUITO a pena... Cheguei aqui sozinho, sem família, e isso tem seu lado positivo e negativo:
- O positivo é que não há ninguém dependendo de mim e posso tomar a decisão que quiser, na hora em que achar melhor e ninguém além de mim será afetado, além do fato de não ter que me preocupar em como a outra pessoa está se sentindo, se não está gostando, enfim...
- O negativo é que tu não é de pedra e quando o calo aperta mais tu não tem ninguém mais próximo pra poder compartilhar e se sentir melhor. Ou seja, tem que aguentar a barra (pelo menos a inicial) sozinho. E o início tem seus momentos de deprê e de desânimo também.

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Comecei o curso de Inglês e só sabia fazer este trajeto de ônibus. Tinha pavor de me perder e não tinha a menor condição de falar com ninguém pra pedir informação. MUITO TÍMIDA, coisa que não sou. Com o passar dos meses comecei a ficar muito mal, achava que estava aprendendo Inglês muito devagar, morria de saudade do meu trabalho e da MINHA FAMÍLIA, nossa chorava, chorava e chorava. Comecei então a falar com outros brasileiros nas comunidades que entrava no Facebook, foi então que conheci uma pessoa que virou uma grande amiga, que me indicou pra trabalhar dando aulas de Português na ABCD. Foi maravilhoso, me senti viva de novo profissionalmente e estou lá até hoje, já faz um ano que estou com eles e adoro. (...) Quando voltei este ano das férias no Brasil , voltei diferente, mais animada, segura e confiante. Terminei mês passado meu curso com louvor e muitos elogios dos meus profesores, pois meu inglês melhorou consideravelmente, e a minha longa experiência me permitiu brilhar nas apresentações, pois amo o que faço. Já consigo atender e conversar pelo telefone, coisa que antes me apavorava, já resolvo várias coisas sozinha, no banco, na RTA, enfim MY LIFE IS BACK rsrsrsrs, e semana que vem espero começar a trabalhar como casual em child care como professora assistente. Já entreguei meus papéis pra recruiter e ela gostou de mim. (...) UMA DICA , NÃO SE ISOLE , POIS O ISOLAMENTO TE CEGA , TRAZ SOLIDÃO E VC NÃO PERMITE QUE PESSOAS TE AJUDEM, SEJA HUMILDE E SE DEDIQUE AO MÁXIMO EM RELAÇÃO AOS SEUS OBJETIVOS, TRACE METAS E DEFINA PRAZOS COM UMA CERTA FLEXIBILIDADE :-)

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Digamos que vc tem uma vida estável, tá relativamente bem empregado, mora bem, viaja de vez em qd, curte a vida e tudo o mais, aí vc separa 20 mil reais que estão guardados e investe em um novo negócio. Esse novo negócio não vai mudar em nada o que vc já tem: vc vai continuar trabalhando 8 horas por dia e exatamente na mesma coisa em que trabalha atualmente, vai continuar morando bem, viajando, curtindo a vida etc etc etc, mas em alguns meses vc vai recuperar esse capital inicial e a partir daí vc terá um considerável dinheiro extra entrando na sua conta todo mês. (...) É exatamente isso o que acontece com a maioria do pessoal de IT que tira o visto de residência e vem pra cá. Pra mim foi by far o investimento com maiores ganhos percentuais que fiz na vida. Aí vc soma todo o resto (aquela "lista infinita" da qual falei no começo do email) e fica ainda mais fácil concluir se valeu a pena ou não. :)

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Repondendo a pergunta original se valeu a pena, esta valendo muito pra mim. Arrependimento tenho apenas um: de nao ter vindo mais cedo pra ca :) Pra fazer valer a pena depende muito de nos. Eh soh mudando mesmo pra saber se vale a pena ou nao.

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A minha história é bem similar a da maioria. Caminho longo, com muita pedra no sapato, muita curtição no caminho e um sentimento de vitória no final.
Sempre foi claro que seria necessário resolver 3 problemas pra me sentir bem aqui:
1. Bancar as contas e ter uma sobra pra fazer o esforço valer a pena financeiramente.
2. Dar uma jeito da esposa se ocupar com algo que gostasse.
3. Fazer um esforço pra sair da zona de conforto e construir uma rede de amigos, mesmo que isto não fosse natural.
(...)
Emprego e dinheiro estão ai fora, só esperando pra quem quiser pegar. É muito fácil competir com os profissionais meia sola que tem por aqui.

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E, pra encerrar, um "resumo" que um dos membros da lista fez ao fim da discussão:

Pra solteiro é mais fácil, mas vários casos comprovam que é possível até mesmo com família.
Pra quem tinha vida boa no Brasil ou mordomia, aqui pode ter second thoughts, dolar custa caro.
Pra quem é muito ligado a família e amigos no Brasil, sente mais o peso da distância.
Pra quem veio aprender e trabalhar com inglês de verdade percebeu que na realidade é mais difícil do que parece. Mas ficando no Brasil é praticamente impossível.
Pra quem tá disposto a correr atrás, o resultado sempre aparece, mas não quer dizer que seja fácil ou rápido.
Pra quem abraçou a vida aqui com tudo, não quer voltar nem fodendo... 


domingo, 3 de julho de 2011

O Visto de Residência Australiano


O tão sonhado visto de residência australiano, também chamado de Visto de Residência Permanente (na verdade esse é o nome correto), não é algo difícil de se conseguir, mas também não é da noite pro dia que você vai ter o seu.

Primeiramente, é preciso ver se você faz parte da lista de profissões em demanda na Austrália. Se sua profissão não estiver lá, esqueça. A lista é bastante abrangente (até fiz ESSE post sobre isso) e a probabilidade de que sua profissão esteja lá é muito grande.

Se estiver, ótimo, você já está um passo à frente na realização do sonho de construir uma carreira no exterior!

O processo em si divide-se em três etapas:

- Reconhecimento de Profissão --> para cada profissão há um órgão específico que te dá o "carimbo" dizendo que você realmente é um profissional da área x.

- Prova de inglês --> é o IELTS. A nota que você vai precisar varia conforme alguns fatores como idade, tempo de formado, tipo de formação etc

- Aplicação pro Visto --> Juntar o resultado do reconhecimento de Profissão com o do IELTS e enviar tudo pro Departamento de Imigração Australiano.

Essa é uma visão bem simplista do processo. Se você se interessou, não deixe de pesquisar mais a respeito em sites como o http://canguru.info e http://www.immi.gov.au.

domingo, 19 de junho de 2011

Profissões em Demanda na Austrália - Tem de tudo!

A Austrália, com seu território de 7,7 milhões de quilômetros quadrados (sexto maior do mundo, logo atrás do Brasil), é um país novo (223 anos) e muito pouco povoado, com apenas 22 milhões e meio de habitantes, o que dá aproximadamente 2,9 habitantes por quilômetro quadrado (no Brasil a média é mais ou menos 23,5 habitantes por quilômetro quadrado, 8 vezes mais!).

Como consequência da pequena população, o país tem uma carência muito grande de mão-de-obra qualificada, por isso existe um programa de imigração para trazer gente dos mais variados setores prá trabalhar por aqui. Todo ano o Departamento de Imigração Australiano publica a lista das "profissões em demanda", que são as profissões para as quais pode-se iniciar o processo de Visto de Residente Permanente.

O interessante é que, ao contrário do que seria de se esperar, não há demanda apenas nas profissões que exigem curso superior. Na verdade tem de tudo na lista! Vou listar aqui algumas profissões da última lista divulgada pelo governo prá se ter uma ideia do quão carente de mão-de-obra qualificada é a terra dos cangurus (de algumas eu nunca nem tinha ouvido falar):

- Gerente de construções
- Contador
- Estatístico
- Arquiteto
- Cartógrafo
- Químico
- Arquiteto Naval
- Veterinário
- Eletricista automotivo
- Soldador
- Serralheiro
- Funileiro
- Pedreiro
- Carpinteiro
- Marceneiro
- Vidraceiro
- Encanador
- Eletricista
- Mecânicos: de carros em geral, de motores a diesel, de motocicletas, de elevadores, de ar-condicionado
- Professores: de pré-escola, de ensino básico, de ensino médio e de alunos com necessidades especiais
- Engenheiros: Civil, de Produção, de Materiais, Químico, Elétrico, Mecânico, Industrial, de Mineração, Eletrônico, Aeronáutico e Agrícola
- TI: Engenheiro de Software, Engenheiro de Telecom, Desenvolvedor de Software e Analista de Negócios
- Profissionais da Saúde: Enfermeiro Chefe, Enfermeiro Geral, Podólogo, Anestesista, Audiologista, Cardiologista, Fisioterapeuta, Terapeuta Ocupacional, Quiroprático, Osteopata, Optometrista, Tecnólogo de Mecidina Nuclear, Médico-Cientista, Hematólogo, Oncologista, Endocrinologista, Gastroenterologista, Neurologista, Pediatra, Especialista em Medicina Renal, Reumatologista, Especialista em Medicina Toráxica, Psiquiatra,  Cirurgião Geral, Ortopedista, Neurocirurgião, Otorrinolaringologista, Cirurgião Plástico, Urologista, Dermatologista, Obstetra, Ginecologista, Oftalmologista, Patologista, Radiologista, Psicólogo, Dentista e Protético

Quando eu disse que tinha DE TUDO eu não tava exagerando! A lista completa pode ser conferida aqui: http://www.immi.gov.au/skilled/_pdf/sol-schedule1.pdf.

Portanto, se você é, por exemplo, um Soldador, um Vidraceiro, um Mecânico de Elevador ou um Quiroprático (seja lá o que for isso), você tem grandes chances de conseguir se tornar um residente permanente australiano, desfrutar de uma qualidade de vida infinitamente superior à brasileira e, de quebra, ganhar muito mais do que ganha no Brasil. O que tá esperando? :-)