(CLIQUE NAS IMAGENS PARA VÊ-LAS EM TAMANHO REAL)
Mostrando postagens com marcador carreira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador carreira. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

E a demanda em TI continua alta...

Recentemente li um artigo muito interessante sobre a demanda por profissionais de TI na Austrália. Eu li e deixei pra lá, mas hoje estava conversando sobre isso com o Davi, um amigo do Brasil, e percebi que é um assunto pertinente a muita gente, por isso decidi dar uma passada rápida por aqui pra compartilhá-lo.

O título do artigo é "Critical Skills Shortage in IT" e ele pode ser acessado AQUI. Recentemente tem rolado um falatório de que o mercado de TI na Austrália já está saturado, que não compensa mais investir no visto de residência etc etc etc. Eu não compartilho dessa opinião e esse artigo fala justamente sobre isso. TI está saturado quando o assunto é infra-estrutura, service desk e afins, mas bons desenvolvedores e arquitetos de software ainda estão em falta.

Eu e outros três colegas de trabalho que têm visto de residência e que, assim como eu, também só trabalham por contratos de tempo fixo, encerramos um projeto em Dezembro e caímos no mercado em busca de novos contratos. Dezembro e Janeiro são os piores meses do ano pra se procurar emprego aqui (acho que em qualquer lugar do mundo é assim), mas mesmo assim os quatro conseguiram contratos. Some a isso o fato de que em Janeiro eu recebi exatamente 5 emails e 3 ligações de recrutadores me perguntando se eu ainda estava interessado em um contrato, e eu pergunto: isso parece um mercado saturado pra você?


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Golpe do Visto: Sem Emprego, Sem Visto, Sem Reembolso e Ameaçado de Morte!

Esse é um post que, como imigrante com visto de residência, me sinto na obrigação de escrever: infelizmente tem gente se aproveitando da empolgação - aliada à inocência e à falta de informação - de algumas pessoas que têm (ou, nesse caso, tinham) o sonho de construir uma carreira na Austrália pra dar um golpe daqueles.

Imagina o seguinte: você começa a pesquisar sobre carreira na Austrália e descobre que o melhor caminho é o visto de residência, mas que pra isso tem que fazer o IELTS, reconhecer o diploma, investir uns bons milhares de dólares, fazer os exames médicos e, acima de tudo, ter muita paciência, já que o processo todo do visto quase sempre leva mais de um ano. Aí você acha uma empresa de Singapura (sem comentários) te dizendo que é só você pagar uma determinada quantia que eles te providenciam, em algumas semanas, uma vaga no mercado de trabalho australiano e um visto de trabalho australiano.

Pode isso, Arnaldo? Tá na cara que tem algo errado, mas você, cego pela empolgação e pela sensação de que descobriu um "puta esquema" e vai se dar melhor que todos os "manés que fizeram todo o processo do visto de residência", manda a grana pros caras. Muito bom, campeão.

Eddie Kang, o homem por trás do golpe
As semanas passam e você não tem mais retorno deles. Ninguém mais responde seus emails, os telefones não existem, você começa a ficar preocupado e só quer saber de recuperar a grana que mandou pros caras. Quando você manda um email pedindo reembolso, recebe uma ameaça de morte. É... pelo jeito o "puta esquema" é na verdade uma "puta barca furada": nada de visto, nada de emprego, nada de reembolso e, como cereja do bolo, uma ameaça de morte.

Essa história aconteceu com cerca de 40 pessoas, que por fim resolveram se unir e ir a público contra a tal empresa de Singapura. As quantias pagas por cada vítima foram de, na média, 20 mil dólares, com alguns casos chegando a 45 mil!!!

Eu já falei 34.534.980.974 vezes aqui no blog sobre a importância de se usar um bom agente imigratório que seja registrado no MARA (Migration Agents Registration Authority). Também já falei outras 73.666.958.987 vezes que não existem atalhos nem fórmulas mágicas: tem que largar mão de preguiça, matar no peito e encarar o processo do visto de residência do início ao fim.

Pra quem quiser saber mais, seguem alguns links com reportagens sobre o golpe:


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Post Especial de Fim de Ano: Valeu a Pena?

O especial de fim de ano do blog é sempre sobre algum lugar top que visitamos, mas esse ano vou fazer algo diferente. Participo de uma lista de emails de brasileiros que trabalham com TI na Austrália (ou, em alguns casos, que ainda moram no Brasil mas estão correndo atrás do sonho) e, na metade de Julho, um dos participantes enviou o seguinte email ao grupo:

Galera, eu ainda estou no Brasil, mas gostaria de saber a opinião de quem já está na austrália. Valeu a pena todo investimento de tempo, dinheiro, mudanças na vida, mudanças na cultura e viver longe da família para realizar esse desafio de ir morar na austrália? Como vocês acham que suas vidas estariam se estivessem no Brasil?

É claro que todo mundo tinha algo a dizer, o que resultou em uma infinidade de respostas e acabou se tornando a thread de emails mais produtiva da história do grupo. Resolvi então fazer uma compilação das respostas mais interessantes, pertinentes e curiosas pra postar por aqui e o resultado acabou ficando interessantíssimo. Não fiz nenhuma análise ou conclusão, apenas uma compilação de respostas, mas garanto que vale a pena ler. Confiram!

(Obs: o admin da lista de emails me autorizou postar esse conteúdo sob a condição de que eu não divulgasse a lista e nem os nomes dos autores das respostas, portanto infelizmente não vou poder ajudar quem me escrever pedindo informações sobre ou querendo participar da lista de emails, fico devendo essa)


********************************************************************************************************

Pra mim valeu e ainda vale muito a pena. Foi o segundo melhor investimento da minha vida, depois de ter um diploma em IT.

********************************************************************************************************

Vivenciar essas mudanças na vida, cultura e passar por esse desafio é algo fantástico! Com certeza suas experiências trarão consequências para o resto de sua vida. Eu tenho uma opinião que se todos os brasileiros pudessem viver fora do Brasil, por menor tempo que seja, o Brasil poderia estar caminhando para uma direção melhor. Você vai expandir a sua mente, vai lidar melhor com diferenças, vai mudar conceitos, vai enxergar melhor!

********************************************************************************************************

Muito já foi dito mas realmente só vale a pena se você valer a pena. Desde que você venha de mente aperta e preparado pros desafios com certeza valera a pena. Você vivera experiências que não terá no Brasil. O que não pode, eu isso eu vi de perto com um amigo meu, e ir morar fora mas com a cabeça e o pensamento lá no Brasil. Fácil não e mas com o tempo e paciência as coisas vão se encaixando. (...) No meu caso valeu muito a pena, a melhor decisão que eu já tomei, porem com eu disse, eu fiz valer a pena. O Malcolm X uma vez disse “Sitting at the table doesn’t make you a diner...”...e bem por ai!

********************************************************************************************************

Tudo vai depender de como vc lida com os problemas e do quão é importante pra vc realizar esse sonho de morar fora. Estar longe de familia, amigos e sua cultura, tem seu preço..... e é alto. O período de adaptação é diferente pra cada um e tb depende das circunstâncias que cada um passa aqui. (...) Pra quem  morava no Rio e se cagava de medo de andar de carro, a pé, ônibus, etc... poder pegar busão e não se preocupar em perder seu iphone pra mim já valeu ter vindo! Fora todo o retorno que vc tem, como hospitais públicos, educação pública, ruas limpas e sem buracos, etc....

********************************************************************************************************

Acho a resposta pra sua pergunta depende de como vc encara a vida e o que vc valoriza e suas experiências. O que posso dizer é que nem tudo são flores. Existem vários obstáculos e como disse anteriormente dependendo de como vc encara as coisas eles serão mais fáceis ou difíceis de serem superados.

********************************************************************************************************


Pra mim ainda não valeu a pena mas tenho fé q ainda vou olhar pra trás e dizer q foi bom, por enquanto eh melhor nem pensar nisso pra não dar depressão já q gastei muito dinheiro e tempo pra estar aqui... (...) Qdo cheguei aqui achei q seria mais facil aprender ingles e logo estaria no mercado de trabalho, pura ilusao, meu ingles nao era suficiente pra trabalhar, o q eu achava q era... Resumindo...sei q o ingles influencia muito por eu nao ter achado q vale a pena passar por tudo o q passei, se eu tivesse o ingles realmente bom tudo seria diferente.

********************************************************************************************************

Resposta curta : Pra mim valeu a pena sim. (...) Trabalho num lugar bem maneiro, tenho a maldita experiência local, e uma rede de contatos que só cresce, moro num lugar fantástico que tem um parque em frente, onde sempre levamos nosso filho pra brincar, a minha vida é bem mais tranquila do que era no RJ. Posso sair de casa sem medo e parar o carro no sinal que ninguém vai meter um M-16 na minha cara. Sou soccer coach dos pirralhos do meu bairro, sempre consigo ir na escola pra pegar ou levar o meu filho. E o meu filho ??? Esse graças a Deus foi o que menos sofreu no processo, hoje o inglês do muleke é perfeito, como o meu nunca será, ele fala exatamente igual a um nativo, e os nativos não acreditam que ele chegou aki sem inglês. Ele está totalmente inserido na cultura, adora a escola que ele estuda, faz natação e futebol, já viajou mais internacionalmente do que eu.

********************************************************************************************************

Na minha opinião toda experiência é valida! seja ela ruim ou boa. Essa é minha segunda experiência internacional e o que aprendi foi em qualquer lugar do mundo existem coisas boas e coisas ruins mas como bons brasileiros nos damos muito mais atenção as coisas ruins (principalmente relacionadas ao nosso país). Só percebemos quantas coisa boas nos temos ai no Brasil quando vivemos fora.

********************************************************************************************************

Minha resposta é curta pois só cheguei aqui há 3 semanas, mas até agora valeu MUITO a pena... Cheguei aqui sozinho, sem família, e isso tem seu lado positivo e negativo:
- O positivo é que não há ninguém dependendo de mim e posso tomar a decisão que quiser, na hora em que achar melhor e ninguém além de mim será afetado, além do fato de não ter que me preocupar em como a outra pessoa está se sentindo, se não está gostando, enfim...
- O negativo é que tu não é de pedra e quando o calo aperta mais tu não tem ninguém mais próximo pra poder compartilhar e se sentir melhor. Ou seja, tem que aguentar a barra (pelo menos a inicial) sozinho. E o início tem seus momentos de deprê e de desânimo também.

********************************************************************************************************

Comecei o curso de Inglês e só sabia fazer este trajeto de ônibus. Tinha pavor de me perder e não tinha a menor condição de falar com ninguém pra pedir informação. MUITO TÍMIDA, coisa que não sou. Com o passar dos meses comecei a ficar muito mal, achava que estava aprendendo Inglês muito devagar, morria de saudade do meu trabalho e da MINHA FAMÍLIA, nossa chorava, chorava e chorava. Comecei então a falar com outros brasileiros nas comunidades que entrava no Facebook, foi então que conheci uma pessoa que virou uma grande amiga, que me indicou pra trabalhar dando aulas de Português na ABCD. Foi maravilhoso, me senti viva de novo profissionalmente e estou lá até hoje, já faz um ano que estou com eles e adoro. (...) Quando voltei este ano das férias no Brasil , voltei diferente, mais animada, segura e confiante. Terminei mês passado meu curso com louvor e muitos elogios dos meus profesores, pois meu inglês melhorou consideravelmente, e a minha longa experiência me permitiu brilhar nas apresentações, pois amo o que faço. Já consigo atender e conversar pelo telefone, coisa que antes me apavorava, já resolvo várias coisas sozinha, no banco, na RTA, enfim MY LIFE IS BACK rsrsrsrs, e semana que vem espero começar a trabalhar como casual em child care como professora assistente. Já entreguei meus papéis pra recruiter e ela gostou de mim. (...) UMA DICA , NÃO SE ISOLE , POIS O ISOLAMENTO TE CEGA , TRAZ SOLIDÃO E VC NÃO PERMITE QUE PESSOAS TE AJUDEM, SEJA HUMILDE E SE DEDIQUE AO MÁXIMO EM RELAÇÃO AOS SEUS OBJETIVOS, TRACE METAS E DEFINA PRAZOS COM UMA CERTA FLEXIBILIDADE :-)

********************************************************************************************************

Digamos que vc tem uma vida estável, tá relativamente bem empregado, mora bem, viaja de vez em qd, curte a vida e tudo o mais, aí vc separa 20 mil reais que estão guardados e investe em um novo negócio. Esse novo negócio não vai mudar em nada o que vc já tem: vc vai continuar trabalhando 8 horas por dia e exatamente na mesma coisa em que trabalha atualmente, vai continuar morando bem, viajando, curtindo a vida etc etc etc, mas em alguns meses vc vai recuperar esse capital inicial e a partir daí vc terá um considerável dinheiro extra entrando na sua conta todo mês. (...) É exatamente isso o que acontece com a maioria do pessoal de IT que tira o visto de residência e vem pra cá. Pra mim foi by far o investimento com maiores ganhos percentuais que fiz na vida. Aí vc soma todo o resto (aquela "lista infinita" da qual falei no começo do email) e fica ainda mais fácil concluir se valeu a pena ou não. :)

********************************************************************************************************

Repondendo a pergunta original se valeu a pena, esta valendo muito pra mim. Arrependimento tenho apenas um: de nao ter vindo mais cedo pra ca :) Pra fazer valer a pena depende muito de nos. Eh soh mudando mesmo pra saber se vale a pena ou nao.

********************************************************************************************************

A minha história é bem similar a da maioria. Caminho longo, com muita pedra no sapato, muita curtição no caminho e um sentimento de vitória no final.
Sempre foi claro que seria necessário resolver 3 problemas pra me sentir bem aqui:
1. Bancar as contas e ter uma sobra pra fazer o esforço valer a pena financeiramente.
2. Dar uma jeito da esposa se ocupar com algo que gostasse.
3. Fazer um esforço pra sair da zona de conforto e construir uma rede de amigos, mesmo que isto não fosse natural.
(...)
Emprego e dinheiro estão ai fora, só esperando pra quem quiser pegar. É muito fácil competir com os profissionais meia sola que tem por aqui.

********************************************************************************************************

E, pra encerrar, um "resumo" que um dos membros da lista fez ao fim da discussão:

Pra solteiro é mais fácil, mas vários casos comprovam que é possível até mesmo com família.
Pra quem tinha vida boa no Brasil ou mordomia, aqui pode ter second thoughts, dolar custa caro.
Pra quem é muito ligado a família e amigos no Brasil, sente mais o peso da distância.
Pra quem veio aprender e trabalhar com inglês de verdade percebeu que na realidade é mais difícil do que parece. Mas ficando no Brasil é praticamente impossível.
Pra quem tá disposto a correr atrás, o resultado sempre aparece, mas não quer dizer que seja fácil ou rápido.
Pra quem abraçou a vida aqui com tudo, não quer voltar nem fodendo... 


terça-feira, 3 de julho de 2012

Trabalhando em um Campus

Um mês sem postar, é um recorde pro blog -  negativo, infelizmente. Junho foi uma correria do cão: viagem pra neve, apresentação de Ballet da Mi, final do The Voice, compra de imóvel no Brasil, dois fins de semana seguidos trabalhando... bom, acho que já é mais do que suficiente pra justificar porque o blog andou meio parado. Comentários bombando como sempre, mas nada de posts. Mas Julho promete ser mais tranquilo e vou encher de posts sobre esse monte de coisas que aconteceram em Junho. Pra voltar de leve, vou postar sobre como é trabalhar em um Campus.

O conceito de Campus Empresarial ganhou força e visibilidade com o Google, famoso por ter em seus campi uma variedade de atrativos e facilidades para seus funcionários: salões de jogos completíssimos, espaços para descanso, academias, massagem, quadras poliesportivas, trabalho ao ar livre e muitos outros "extras".

A Optus, segunda maior empresa de telecomunicações da Austrália, é onde estou trabalhando atualmente. Em 2007 houve uma unificação de quase todos os escritórios da Optus espalhados por Sydney. O resultado foi um campus gigante, um dos maiores do país, onde trabalham cerca de 7000 funcionários e que conta com:
- 7 prédios
- 9 restaurantes/cafes
- academia
- creche
- 2 áreas de churrasco
- quadras poliesportivas
- loja de conveniência
- caixas eletrônicos
- cobertura wi-fi em 100% do campus
- 2 andares de estacionamento
- auditório gigante
- muita área verde
- mesas de sinuca e pebolim
- XBOX
- salas de reunião com puffs
- e até um pub!!!

Infelizmente (ou felizmente?) o pub só vende bebidas alcoólicas a partir das 16hs de segunda a quinta e a partir das 12hs na sexta. De qualquer forma, toda sexta à tarde tem happy hour com música ao vivo e tá sempre bombando.

Como disse no início do post, trabalhei dois fins de semana seguidos em Junho e em um deles aproveitei pra levar a câmera e bater umas fotos do Campus.

Primeiro a parte externa, cheia de verde:














Um mural cheio de pins, é só colocar o pin no lugar de onde você veio.
Tem gente de todo canto, inclusive alguns brazucas!

Um dos cafes:

Outro cafe:

Mais um cafe ali no meio e, lá no fundo, o pub (Jam & Spoon):

Uma das áreas de churrasco:

Alguns dos restaurantes:

Mais restaurantes e, lá no fundo, a loja de conveniência:

Algumas fotos do interior dos prédios - a decoração é bem top:



Sala de reunião com puffs:

Será que uma reunião numa sala dessas rende?

Cada "cilindro" é uma sala de reunião










Até mesas de sinuca tem...

E A COBIÇADA SALA DO XBOX:



E, por fim, a academia:


Minha opinião sobre tudo isso? Não vou negar que é bem legal poder comer em vários lugares diferentes dentro do próprio campus, ter academia, ATMs e loja de conveniência à disposição, dar uma caminhada pra arejar a mente cercado de verde e trabalhar num ambiente todo moderno e decorado. É realmente um campus, com aquele clima parecido ao de uma universidade.

Mas olhando de fora é tudo um pouco ilusório, parece coisa de outro mundo e não é. No fim das contas, trabalho é trabalho, seja num campus completíssimo como esse ou em uma empresa numa sala comercial 4x4 no centro da cidade com 3 funcionários. Se você não gostar do que faz (não precisa amar, mas pelo menos tem que gostar) e não se sentir satisfeito com o que produz, não é um campus todo chique como esse que vai te trazer essa satisfação.


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Austrália já é o segundo país mais procurado para se trabalhar

Post rápido pra divulgar uma notícia que um amigo (Felipe Cuozzo, link pro blog dele AQUI) mandou há mais ou menos um mês: "Australia now the second best place in the world for workers".

O artigo diz que a Austrália é hoje o segundo país mais procurado por quem procura crescimento profissional, perdendo apenas para os Estados Unidos, que há décadas estão no topo do ranking.

A crescente popularidade da terra dos cangurus deve-se, segundo o artigo, a dois motivos principais: a qualidade de vida e o grande número de oportunidades profissionais, principalmente com o boom do setor minerador. Ainda segundo o artigo, o recrutamento por aqui deve continuar crescendo e atingir seu maior patamar histórico em dois ou três anos.

Pra quem gosta de números, o artigo diz que 90% dos profissionais que vieram pra Austrália a trabalho experienciaram crescimento pessoal, 86% disseram que a mudança valorizou a carreira e 83% confirmaram que o salário aumentou em comparação ao salário que tinham no país onde moravam.

Caso queira ler, o artigo na íntegra tá AQUI e contém inclusive a fonte oficial desses dados.


domingo, 18 de dezembro de 2011

Salary Survey 2011

Em Novembro passado a Robert Walters, uma das líderes globais em recrutamento, divulgou o Salary Survey 2011, uma pesquisa salarial de nível global que abrange várias áreas de atuação (vendas, finanças, RH, marketing, contabilidade, IT...) e é um ótimo termômetro pra gente saber se nosso salário está alinhado com a média na região e também pra comparar com profissionais da mesma área em outras regiões do globo. O Survey é extremamente detalhado e abrangente e abre um leque imenso de possibilidades de análise. Os únicos pontos negativos ficam por conta da ausência do Canadá e de apenas 10 páginas dedicadas aos EUA, cobrindo apenas New York.

Nesse post vou analisar o Survey do ponto de vista de um profissional de IT, mais especificamente um desenvolvedor de software, que é a minha área. Se você é de outra área e quer dar uma analisada no Survey, vá em frente, eu recomendo: SALARY SURVEY 2011.

O foco maior dessa análise é fazer uma comparação dos salários em diferentes cidades dentro da Austrália (Brisbane, Melbourne, Perth e Sydney), mas também vou gastar um tempinho mostrando algumas cidades economicante representativas ao redor do mundo como Londres, Dublin, Tokyo e Shanghai. É claro que uma análise salarial deve ser sempre relativa e levar em consideração o custo de vida e a carga tributária de cada local, mas isso já seria demais pra um post só...


CIDADES AUSTRALIANAS

Em Perth (página 196), a menor e mais tranquila dentre as quatro cidades analisadas (1,6 milhão de habitantes), um Software Developer está tirando entre 55 e 125 mil dólares anuais trabalhando como Permanent (o equivalente ao CLT no Brasil) e de 45 a 90 dólares por hora trabalhando como Contractor (o equivalente ao PJ no Brasil).

Em Brisbane (página 172) um ponto interessante: mesmo sendo uma cidade maior que Perth (2 milhões de habitantes), os salários pra TI são menores: 50 a 95 mil dólares anuais como Permanent e 50 a 90 dólares por hora como Contractor.

Vamos agora pras duas principais cidades do país. Começando por Melbourne (página 186), a variação do salário de um Permanent é de 70 a 130 mil anuais, enquanto um Contractor recebe de 40 a 95 por hora. Está melhor que Brisbane mas praticamente igual a Perth.

Já em Sydney (página 209), a principal cidade australiana em termos econômicos, um Permanent tira de 60 a 130 mil anuais e um Contractor tira de 50 a 90 por hora. Resumo da história: tá na mesma que Melbourne e Perth.

A grande diferença é quando analisamos a área de TI em bancos (página 207), que é onde se ganha mais dinheiro: Sydney oferece salários de 100 a 130 mil anuais pra um Permanent e de 80 a 105 por hora pra um Contractor, valores que dificilmente serão batidos em algum outro lugar do país.


OUTRAS CIDADES DO MUNDO

Separei algumas cidades ao redor do mundo com fatos interessantes quando o assunto é salário em TI:

Em Londres (página 33) um Java Developer tá fazendo de 45 a 70 mil libras anuais como Permanent e de 37 a 50 por hora como Contractor. O curioso é que lá esses são os mesmos valores de um Project Manager!

Em Dublin (página 76) a faixa é de 40 a 60 mil euros anuais pra Permanent e de 20 a 30 por hora pra Contractor. Interessante notar que mesmo Irlanda e Inglaterra sendo dois países pertencentes ao Reino Unido, os salários são muito melhores em Londres (sem contar que a libra vale mais que o euro).

Vamos agora pra Shanghai (página 238), onde o salário de um Software Developer vai de 100 a 500 mil yuans por ano, o que significa uma variação de 400% entre o menor e o maior salários!

Pra finalizar, não posso deixar de fora Tokyo (página 300), que apesar de chamar atenção pelos salários na casa dos milhões de ienes, quando fazemos a conversão da moeda (1 dólar = 77 ienes) percebemos que são salários normais: 6 a 9 milhões de ienes pra um Senior Software Developer.


É SÓ O COMEÇO...

Como eu disse no começo do post, daria pra passar horas analisando os números do Survey e fazendo as mais variadas análises e comparações.

Uma possibilidade de análise interessante que o Survey proporciona é a de comparação dos salários de 2011 com os de 2010. Não cheguei a olhar, mas seria interessante pra tentar caçar possíveis efeitos da pequena crise econômica de 2011, que começou na Grécia e atualmente está por toda a Europa, sobre cada área de atuação em específico.

Outras possíveis análises: que tal comparar os salários de São Paulo com os do resto do mundo? Ou então as diferenças entre um Analista, um Gerente e um Diretor em uma determinada área?

As possibilidades são inúmeras. E você, qual análise vai fazer? Desafio você leitor a vasculhar o Survey em busca de análises curiosas e interessantes e postar aqui como comentário. O Survey tá aí, é só abrir e se divertir com os números. :-)

domingo, 3 de julho de 2011

O Visto de Residência Australiano


O tão sonhado visto de residência australiano, também chamado de Visto de Residência Permanente (na verdade esse é o nome correto), não é algo difícil de se conseguir, mas também não é da noite pro dia que você vai ter o seu.

Primeiramente, é preciso ver se você faz parte da lista de profissões em demanda na Austrália. Se sua profissão não estiver lá, esqueça. A lista é bastante abrangente (até fiz ESSE post sobre isso) e a probabilidade de que sua profissão esteja lá é muito grande.

Se estiver, ótimo, você já está um passo à frente na realização do sonho de construir uma carreira no exterior!

O processo em si divide-se em três etapas:

- Reconhecimento de Profissão --> para cada profissão há um órgão específico que te dá o "carimbo" dizendo que você realmente é um profissional da área x.

- Prova de inglês --> é o IELTS. A nota que você vai precisar varia conforme alguns fatores como idade, tempo de formado, tipo de formação etc

- Aplicação pro Visto --> Juntar o resultado do reconhecimento de Profissão com o do IELTS e enviar tudo pro Departamento de Imigração Australiano.

Essa é uma visão bem simplista do processo. Se você se interessou, não deixe de pesquisar mais a respeito em sites como o http://canguru.info e http://www.immi.gov.au.

domingo, 19 de junho de 2011

Profissões em Demanda na Austrália - Tem de tudo!

A Austrália, com seu território de 7,7 milhões de quilômetros quadrados (sexto maior do mundo, logo atrás do Brasil), é um país novo (223 anos) e muito pouco povoado, com apenas 22 milhões e meio de habitantes, o que dá aproximadamente 2,9 habitantes por quilômetro quadrado (no Brasil a média é mais ou menos 23,5 habitantes por quilômetro quadrado, 8 vezes mais!).

Como consequência da pequena população, o país tem uma carência muito grande de mão-de-obra qualificada, por isso existe um programa de imigração para trazer gente dos mais variados setores prá trabalhar por aqui. Todo ano o Departamento de Imigração Australiano publica a lista das "profissões em demanda", que são as profissões para as quais pode-se iniciar o processo de Visto de Residente Permanente.

O interessante é que, ao contrário do que seria de se esperar, não há demanda apenas nas profissões que exigem curso superior. Na verdade tem de tudo na lista! Vou listar aqui algumas profissões da última lista divulgada pelo governo prá se ter uma ideia do quão carente de mão-de-obra qualificada é a terra dos cangurus (de algumas eu nunca nem tinha ouvido falar):

- Gerente de construções
- Contador
- Estatístico
- Arquiteto
- Cartógrafo
- Químico
- Arquiteto Naval
- Veterinário
- Eletricista automotivo
- Soldador
- Serralheiro
- Funileiro
- Pedreiro
- Carpinteiro
- Marceneiro
- Vidraceiro
- Encanador
- Eletricista
- Mecânicos: de carros em geral, de motores a diesel, de motocicletas, de elevadores, de ar-condicionado
- Professores: de pré-escola, de ensino básico, de ensino médio e de alunos com necessidades especiais
- Engenheiros: Civil, de Produção, de Materiais, Químico, Elétrico, Mecânico, Industrial, de Mineração, Eletrônico, Aeronáutico e Agrícola
- TI: Engenheiro de Software, Engenheiro de Telecom, Desenvolvedor de Software e Analista de Negócios
- Profissionais da Saúde: Enfermeiro Chefe, Enfermeiro Geral, Podólogo, Anestesista, Audiologista, Cardiologista, Fisioterapeuta, Terapeuta Ocupacional, Quiroprático, Osteopata, Optometrista, Tecnólogo de Mecidina Nuclear, Médico-Cientista, Hematólogo, Oncologista, Endocrinologista, Gastroenterologista, Neurologista, Pediatra, Especialista em Medicina Renal, Reumatologista, Especialista em Medicina Toráxica, Psiquiatra,  Cirurgião Geral, Ortopedista, Neurocirurgião, Otorrinolaringologista, Cirurgião Plástico, Urologista, Dermatologista, Obstetra, Ginecologista, Oftalmologista, Patologista, Radiologista, Psicólogo, Dentista e Protético

Quando eu disse que tinha DE TUDO eu não tava exagerando! A lista completa pode ser conferida aqui: http://www.immi.gov.au/skilled/_pdf/sol-schedule1.pdf.

Portanto, se você é, por exemplo, um Soldador, um Vidraceiro, um Mecânico de Elevador ou um Quiroprático (seja lá o que for isso), você tem grandes chances de conseguir se tornar um residente permanente australiano, desfrutar de uma qualidade de vida infinitamente superior à brasileira e, de quebra, ganhar muito mais do que ganha no Brasil. O que tá esperando? :-)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A importância do planejamento no longo prazo

O que é longo prazo para você? Um ano? Dois? Cinco? Dez anos?

O conceito de longo prazo é bastante relativo. Quando falamos em longo prazo para aplicações financeiras, estamos falando de 2 anos. Quando o assunto é o desenvolvimento sólido de uma carreira profissional, a coisa é um pouco diferente: 10 anos ou mais. De qualquer forma, o que importa não é o tempo em si, mas sim o modo de agir perante uma ideia, proposta ou problema. Sem planejamento, paciência e determinação não há longo prazo, apenas atitudes isoladas que não pertencem a um plano maior e que, na maioria das vezes, são tomadas por impulso e movidas pelo imediatismo.

A história que vou contar abaixo é um exemplo de como um planejamento de longo prazo bem feito e seguido à risca levou a resultados extraordinários que não teriam sido alcançados caso a abordagem tivesse sido a famosa "construção do avião durante o voo".

É uma longa história - afinal estamos falando de longo prazo - e começa antes mesmo de eu decidir começar o processo de obtenção do visto de trabalho australiano. Quando comecei a analisar a possibilidade de trabalhar no exterior, fiz uma pesquisa sobre qual país ofereceria a melhor demanda por profissionais na minha área (desenvolvimento de software) aliada a bons salários. Nessa pesquisa o que fiz basicamente foi enviar emails prá brasileiros de todo canto do mundo perguntando sobre o mercado de trabalho local, pesquisar vagas para a minha área nos maiores sites de recrutamento de cada país e entender as possibilidades (ou não) de se conseguir um visto de trabalho para esses países.

Depois de me decidir pela Austrália, comecei o processo do visto, que levaria em torno de um ano e meio. Para esse período todo, tracei uma estratégia de estudos e obtenção de certificações baseada no que o mercado australiano pedia. Meu processo de visto foi extremamente rápido (saiu 5 meses depois da aplicação), mas só me mudei para a Austrália efetivamente 10 meses depois da obtenção do visto, porque decidi seguir meu plano inicial de estudos e qualificações.

Três meses antes da viagem, saí do meu trabalho para me dedicar somente à viagem: basicamente o que fiz foi estudar inglês, encerrar quaisquer pendências no Brasil, preparar procurações para meus pais, abrir conta bancária em Sydney e me despedir dos familiares e amigos.

Um mês antes da viagem, a busca por empregos começou. Comecei a estabelecer contatos com vários brasileiros da área de TI que estavam empregados na Austrália e sondei sobre os processos de entrevistas, currículos e salários. Consegui vários exemplos de currículos com eles, que usei para o meu ao padrão australiano. Tendo um CV inicial, me cadastrei nos principais sites de recrutamento recomendados pelos brasileiros que conheci e comecei a mandar o CV para as vagas que pareciam se encaixar com o meu perfil. Importante frisar que para cada vaga normalmente foi preciso adaptar várias coisas no CV, por isso o processo de aplicação para cada vaga levava em média 20 minutos.

Todo dia eu recebia avisos de novas vagas e aplicava para as que considerava interessantes. Apliquei para um total de 93 vagas e obtive em torno de 40 respostas, tanto positivas quanto negativas (muitos nem me retornaram). Por fim, estava participando de 12 processos ainda no Brasil, fazendo entrevistas por telefone ou Skype. Dos 12 processos, 5 já tinham entrevista marcada para a minha primeira semana na Austrália.

Desembarquei em Sydney na Terça-Feira, dia 22/02/2011, e na Quarta-Feira já tinha duas entrevistas. Na primeira já recebi uma proposta que considerei boa e fiquei tentando a aceitar, mas não o fiz de imediato. Fui para a segunda entrevista e lá pedi o mesmo valor que me havia sido oferecido na primeira e a resposta foi que era um valor muito alto para o meu nível de experiência. Foi a confirmação que faltava para que eu aceitasse de vez a proposta anterior.

Hoje, três meses depois, já estou no meu segundo emprego em Sydney e, junto com minha namorada, estamos numa situação extremamente confortável em todos os aspectos.

Quer melhor exemplo de estratégia de longo prazo bem sucedida? Bastantes brasileiros decidem que querem ir trabalhar na Austrália mas não têm a paciência e a força de vontade para fazer o processo todo do visto de trabalho - em outras palavras, não sabem lidar com o longo prazo. O que essas pessoas fazem normalmente é pagar um curso de inglês de alguns meses e viajar com o visto de estudante, que sai em menos de um mês - olha o imediatismo aí! Acontece que, ao chegar à Austrália, se deparam com um mercado de trabalho que, se por um lado é extremamente aquecido, por outro não dá a menor chance (salvo raríssimas exceções) para quem tem visto de estudante. Aí cai a ficha e a pessoa se arrepende por ter vindo no impulso.

Não importa se o longo prazo para o seu projeto, ideia ou problema é 1 mês ou 10 anos. O importante é ter um planejamento, segui-lo à risca e manter-se focado sempre no resultado final, mesmo quando as coisas parecerem distantes e inatingíveis.

Quem quiser entrar em contato para perguntar sobre qualquer coisa (posso inclusive ajudar com o processo de visto!), por favor fique à vontade. É sempre um prazer poder ajudar e fazer novas amizades.